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Terceira queda seguida da Bovespa de olho na China


A China e a zona do euro mais uma vez espalharam temores sobre o ritmo de crescimento da economia global e a aversão ao risco cresceu hoje. Com isso, a Bovespa fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo, de 1,54%, aos 65 828,19 pontos – a menor pontuação desde o último dia 6, quando registrou 65.114,15 pontos.

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O movimento foi puxado por ações da Vale e Petrobras, siderúrgicas e bancos. Os principais papéis do índice têm correlação com commodities e, por isso, são fortemente influenciados negativamente. No caso das instituições financeiras, a queda é atribuída a uma realização de lucros, já que o setor, mesmo com os recuos recentes, ainda acumula alta no ano.

A exceção fica por conta do Banco do Brasil, que ainda está sendo influenciado pela preocupação dos investidores com possível ingerência do governo.

No pior momento do dia, o Ibovespa atingiu a mínima de 65.538 pontos (-1,98%) e, na máxima, 66.860 pontos (estável). O giro financeiro ficou em R$ 6,740 bilhões.

Vale ON e a PNA caíram 2,07% cada. No mês, os papéis acumulam queda de 4,55% e 4,47%, respectivamente. No ano, no entanto, as ações ainda têm alta de 5,37% e 7,35%. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN perdeu 3,03%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,99%, Usiminas PNA 1,30% e Siderúrgica Nacional ON, 2,91%.

Entre os bancos, a maior queda foi verificada nos papéis ON do Banco do Brasil (-3,23%). Segundo um profissional, os rumores de que o governo quer ampliar o crédito ao consumidor via BB e Caixa Econômica Federal fazem crescer as preocupações de que os resultados do BB possam ser prejudicados por um aumento da inadimplência. “Indica que há uma ingerência no BB, o governo quer usar o banco a seu favor, mas isso pode não ser bom”, estimou a fonte. Bradesco PN caiu 0,34%, Itaú Unibanco perdeu 2,79% e as units Santander, -2,46%.

As ações da Petrobras seguiram o preço do petróleo no mercado internacional e encerram em queda. O papel ON caiu 1,66% e o PN, -1,29%. Na Nymex, o contrato de petróleo para entrega em maio registrou declínio de 1,79%, a US$ 105,35 o barril. Logo cedo, o índice preliminar de atividade industrial dos gerentes de compras (PMI) da China apontou recuo a 48,1 em março, o nível mais baixo dos últimos quatro meses, de 49,6 em fevereiro, disse o HSBC.

A abertura do dado chinês mostra ainda um agravamento nos componentes de novas encomendas e de emprego. O PMI do setor industrial da zona do euro caiu para 47,7 em março, de 49,0 em fevereiro, segundo dados preliminares da Markit. O índice abaixo de 50 indica contração da atividade.

Em Nova York, não foi diferente, e os mercados acionários amargaram perdas. O índice Dow Jones caiu 0,60%, o S&P 500 recuou 0,72% e o Nasdaq, -0,39%.

No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%).

O giro financeiro registrado até 16h41 na clearing de câmbio somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,827 bilhão em D+2). No segmento de derivativos, às 17h02, o dólar para abril 2012 ganhava 0,11%, a R$ 1,8260, com giro de US$ 13,037 bilhões. Até esse horário, a cotação máxima foi de R$ 1,8365 e a mínima, de R$ 1,8235.

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