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Queda de mais de 3% em péssimo dia para os negócios na Bovespa e no mundo


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) refletiu o recrudescimento do pessimismo internacional com a economia dos Estados Unidos e o crescente temor de desaceleração do crescimento econômico mundial e teve forte queda nesta quinta-feira (18).

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O Ibovespa recuou 3,52%, aos 53.134 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 6,9 bilhões.

O receio de uma recessão mundial e a persistente preocupação pela crise da dívida na Europa fizeram as principais bolsas do velho continente fecharem com perdas próximas aos 5% nesta quinta-feira.

Na véspera, o principal indicador do mercado acionário brasileiro havia subido 1,38%, num pregão de muito instabilidade. Na semana, o Ibovespa tem queda acumulada de 0,63%. No mês, a desvalorização atinge 9,67% e, no ano, chega a 23,33%.

"As bolsas vinham se recuperando, mas os indicadores econômicos de Estados Unidos e Europa estão colocaram tudo abaixo", resumiu o diretor da corretora Ativa, Álvaro Bandeira.

O profissional referiu-se ao dado de atividade fabril na região do Meio-Atlântico dos Estados Unidos, que desabou em agosto, recuando ao menor nível desde março de 2009, enquanto a venda de moradias usadas no país caiu inesperadamente em julho, reduzindo esperanças de melhora na recuperação econômica. Comparativamente, o Ibovespa teve uma perda até mais leve do que em Nova York, onde os principais índices despencaram entre 3,7% e 5,2%.

O temor cada vez mais presente de que o mundo esteja voltando à recessão atingiu com mais força as commodities. O preço do barril do petróleo caiu quase 6%. A ação preferencial da Petrobras perdeu 2,73%, a R$ 20,30.

Não bastasse esse pano de fundo negativo, a Vale, empresa mais líquida do Ibovespa, foi atingida por um relatório do Goldman Sachs, que reduziu o preço-alvo do papel da mineradora devido à deterioração do cenário global e aos resultados financeiros decepcionantes da empresa no segundo trimestre. Resultado: o papel preferencial da companhia teve baixa de 4,96%, a R$ 38,30.

Na sexta-feira, a agenda de indicadores esvaziada pode deixar o ânimo dos investidores mais sensível ao noticiário corporativo.

Dentro da carteira do Ibovespa, tiveram variação positiva nesta quinta-feira os papéis do Pão de Açúcar (CBD), com ligeira alta de 0,67%, aos R$ 60,40; os da CCR, com apreciação de 0,31%, para R$ 45,20; e as ações da Telemar Norte Leste, com discretos ganhos de 0,07%, aos R$ 45,80.

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