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Os efeitos da Irlanda na Bovespa


Bovespa fechou em alta de 0,16% e quase chegou a apagar o ganho acumulado em 2010 com as perdas do início desta semana. Acumula ganho de 0,75% na semana o que completou uma seqüência de três pregões consecutivos de ganhos ajudando a trazer o índice Ibovespa de volta ao patamar dos 70 mil pontos. Mas no mês, a valorização é ainda modesta: 0,32%.

O dólar comercial foi cotado por R$ 1,719, em um acréscimo de 0,17% sobre o fechamento de ontem. O índice Ibovespa reflete os preços das ações mais negociadas. O giro financeiro foi de R$ 5,04 bilhões.

Lembra se que os investidores iniciaram a semana temerosos em relação ao desconcerto da Irlanda, país com um severo déficit público que relutava em receber ajuda financeira (e se submeter às exigências) da União Europeia.

O mercado pode respirar um pouco mais aliviado com o “sinal verde” emitidas da Irlanda. A situação da China assustou um pouco os mercados, ao elevar novamente as taxas sobre os depósitos bancários – medida clássica pra tirar dinheiro de circulação.

O Adriano Moreno, estrategista-chefe da Futura Investimentos, ressaltou que os bons resultados da oferta da General Motors passaram um sinal positivo para os mercados. “Essa foi a principal notícia econômica de ontem. Para mim, nós devemos continuar a ver esse processo de melhora na percepção do risco por parte dos investidores ainda pelos próximos dias”, confiou.

Entre as notícias mais importantes do dia, o banco central chinês advertiu que vai elevar o nível do recolhimento compulsório dos bancos, pela segunda vez em duas semanas, para a taxa recorde de 18% dos depósitos bancários.

Enquanto isso, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) registrou uma inflação de 1,2% em novembro pela leitura do IGP-M, em sua segunda estimativa do mês. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10%, percentual inferior ao registrado no ano (10,29%).

A maior queda semanal do Ibovespa correspondeu para as ações da Marfrig (MRFG3) que fecharam como principal baixa, acumulando queda de 7,04%, pressionadas por balanço. A queda veio por conta dos resultados trimestrais abaixo do esperado. O Citigroup avaliou as contas como fracas, com destaque para as despesas financeiras maiores que o esperado e as variações cambiais ainda piores.

A empresa chegou a um prejuízo de R$ 30,1 milhões enquanto isso as projeções do Citi de lucro líquido eram de R$ 163 milhões. Nao bastou o bom desempenho no mercado doméstico enquanto o mercado externo foi determinado pela queda nos preços na Europa e pela performance muito fraca na Argentina e no Uruguai.

O relatório de Citi destacou resultado financeiro líquido negativo de R$ 336 milhões. “A principal diferença entre nossos números vieram dos contratos de derivativos, que elevaram as despesas financeiras em R$ 143 milhões”.

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