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Os contratos de juros futuros em alta


Os contratos de juros futuros apontam para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Ainda que o Comitê de Política Monetária (Copom) optará pela estabilidade da taxa básica de juros em 10,75%, é visível a montagem de posições tentando se proteger de uma possível alta.

Antes do ajuste final o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI), com vencimento em janeiro de 2011, apontava alta de 0,03 ponto percentual, a 10,72%.

O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com R$ 147,51 bilhões (US$ 88,12 bilhões). Na análise do sócio da consultoria Wagner Investimentos, Milton Wagner, o posicionamento dos agentes nos contratos até julho de 2011 sugere a possibilidade de aperto monetário.

"As tesourarias estão com receio da ponta vendida, pois a posição dos agentes sugere aumento de apostas de alta", declarou o especialista. Para ele os eventos recentes no ambiente externo podem ter alguma influência sobre a decisão do Copom.

Os agentes já observam uma forte puxada de alta na taxa de retorno dos títulos americanos. O corte de impostos aos consumidores americanos melhora as perspectivas de recuperação da atividade, mas pioram a avaliação do déficit fiscal americano.

Para o Wagner a previsão maior de inflação nos EUA aparece na diferença de preço entre os títulos do Tesouro de 10 anos e das TIPS (título do governo com proteção contra a inflação).

A diferença passa de 200 pontos-base, mostrando a disposição dos agentes em pagar mais caro pela proteção contra a inflação.

Tal comportamento do mercado passa a sugerir que o juro zero talvez não seja tão duradouro quanto o Federal Reserve (Fed) vem sugerindo.

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