Ondas de Elliot x série de Fibonacci.
Postado por PMorales no 16 de junho de 2010A ordem numérica das Ondas de Elliot é regida por uma relação matemática, que pode ser verificada nos mais diversos fenômenos naturais. Trata-se da chamada série de Fibonacci.
O inventor, um matemático italiano do século XIII, notabilizou-se, entre outras coisas, pela introdução da numeração arábica em substituição à romana no Ocidente. De acordo com a série de Fibonacci, cada número representa a soma dos dois anteriores (1,2,3,5,8,13…). Por exemplo, o 3 é a soma de 2 e 1, o 5 é a soma de 2 e 3, e assim sucessivamente.
Além disso, a razão entre dois números consecutivos da série tende a 1,618 ou ao seu inverso, 0,618. Ambos são conhecidos desde a Antigüidade como razão ouro ou número áureo. “Esta relação está presente nos fatores mais distintos, desde as pirâmides do Egito, a casca do caracol ou a constelação de Andrômeda, o que só contribui para aumentar ainda mais o esoterismo em cima do tema”, afirma Ghitnick.
Combinações com outras ferramentas.
Uma das principais vantagens da aplicação das ondas de Elliot é que elas não excluem a utilização de outras ferramentas de análise gráfica. Como toda a análise gráfica, a aplicação das ondas de Elliot é empírica, parte da observação do mercado.
A teoria de Elliot funcionaria como um mapa estratégico do mercado que poderia ser combinada com outras ferramentas, a fim de se obter a melhor rentabilidade. Ao utilizar ferramentas combinadas, o investidor tem a chance de confirmar cenários e propor um conjunto coerente.
A principal dificuldade na aplicação da teoria é o caráter genérico da ferramenta. “É preciso ir pelo processo de tentativa e erro. Você cria alguns cenários do que pode acontecer, tentando identificar a fase ou onda em que se encontra o mercado no momento”, argumenta Ghitnick.
No modelo de trabalho de Ghitnick, por exemplo, a bolsa iniciou um ciclo em 92 durante o impeachment do presidente Fernando Collor e só terminou em julho de 97. A onda dois terminou em outubro do ano passado, quando a Bovespa deu início a uma trajetória de recuperação. De lá para cá, a bolsa teria iniciado a onda três. Neste exemplo, o analista trabalha com valores em dólar e escala logarítmica.
Cada uma das ondas possui características específicas.
Onda 1: A onda um costuma ser marcada pela incerteza já que funciona como uma interrupção de um ciclo de baixa.
Onda 2:A onda dois tende a devolver boa parte dos ganhos acumulados na um, sem nunca ultrapassá-los.
Onda 3: A três é a mais dinâmica e não pode ser a menor do primeiro ciclo de altas.
Onda 4: A onda quatro é uma correção mais moderada do que a dois.
Onda 5: Caracteriza o fim da alta, um momento de otimismo generalizado, em que o pequeno investidor adere em massa. É o prenúncio do início do ciclo de quedas.
Onda a: Queda bastante acentuada.
Onda b: Repique das perdas verificadas na “onda a”, ilusão de retomada da alta.
Onda c: É a mais violenta, momento de pânico de venda de papéis.
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Publicado em: 16 de junho de 2010
Categorias: Ações Bovespa, Bolsa, Bolsa de valores, Comportamento do Mercado, Investimentos
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