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No fim do dia, Bovespa fecha com alta de 2,57%


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acelerou os ganhos nos minutos finais do pregão acompanhando a forte alta dos mercados em Nova York, a qual já era observada desde o início da tarde. O Ibovespa fechou com valorização de 2,57%, aos 53.786 pontos, na máxima do dia. Na mínima, o índice chegou a cair 1,12%. No mercado de câmbio, o dólar teve queda de 0,19%, cotado a R$ 1,60.

bovespa

‘A Bovespa aguardou para ver a firmeza da alta em Nova York, mas acabou respondendo ao inusitado otimismo que tomou conta das bolsas americanas. A alta das ações da Vale e da Petrobrás e a recuperação dos papéis dos bancos, que estavam bem pressionados de manhã, ajudaram a colocar o Ibovespa para cima’, explica Romeu Vidali, gerente de renda variável da corretora Concórdia.

As ações do setor bancário sofreram fortes oscilações nesta terça-feira. Santander ON recuou 2,52% e ficou entre as principais baixas do Ibovespa. Já Bradesco ON subiu 0,95%, enquanto Itaú Unibanco PN ganhou 0,76% e Itaúsa PN teve alta de 1,04%. Banco do Brasil ON, por sua vez, valorizou-se 2,68%.

Segundo Vidali, a volatilidade dos papéis dos bancos deve-se à interligação dos mercados. ‘Saíram noticias negativas sobre bancos dos Estados Unidos, principalmente sobre o Bank of America, e o investidor faz uma leitura equivocada de que pode haver uma contaminação aqui. Mas o nosso sistema é sólido’, afirma.

Já na lista das maiores altas, um dos destaques foi o papel PN da TAM, que fechou com ganho de 7,90%. Nesta terça, jornais chilenos noticiaram que a agência antitruste do governo pediu à Corte Constitucional que rejeite o pedido da Pal Airlines para declarar inconstitucional a fusão entre LAN e TAM.

Petrobrás e Vale, que têm os maiores pesos no Ibovespa, encerraram com valorização. Petrobrás PN ganhou 2,60% e ON 2,89%, enquanto Vale PNA subiu 2,91% e ON 3,32%.

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram em forte alta com a expectativa de que o presidente do Federal Reserve (banco central norte-americano), Ben Bernanke, anuncie mais estímulos monetários na sexta-feira. Na ocasião, será realizada a reunião anual de bancos centrais em Jackson Hole, nos Estados Unidos.

Novos dados negativos sobre a economia do país reforçaram as apostas em medidas adicionais. O Fed de Richmond informou que o índice sobre atividade no setor de manufatura na região caiu para -10 em agosto, de -1 em julho, enquanto o Departamento de Comércio revelou que as vendas de moradias novas caíram em julho para o menor nível em cinco meses. Em compasse de espera pela reunião, Dow Jones subiu então 2,97%, Nasdaq ganhou 4,29% e S&P 500 valorizou-se 3,43%.

‘O mercado está projetando algo positivo para a reunião de sexta-feira e espera que o Bernanke anuncie algum incentivo. Mas isso não quer dizer que o quadro adverso tenha mudado. São recuperações em cima de possíveis anúncios que poderão se concretizar ou não. Ainda não há uma solução para os problemas, portanto é preciso ter cautela’, alerta Vidali.

Na Europa, as bolsas fecharam sem direção comum. No terreno positivo, Londres avançou 0,67%, Paris ganhou 1,08% e Frankfurt fechou em alta de 1,07%. Já no negativo, Milão caiu 1,04%, Madri recuou 0,17% e Lisboa teve queda de 0,16%.

Dados sobre as economias europeia e chinesa ajudaram a dar um impulso inicial às bolsas hoje. O Índice de Produção Composto da zona do euro, termômetro da atividade econômica dos setores industriais e de serviços, veio acima das estimativas do mercado, mas ainda indicou contração. O índice ficou inalterado em agosto em relação à mínima de 22 meses atingida em julho, de 51,1. Já na China, o índice HSBC de atividade industrial dos gerentes de compras (PMI) subiu para 49,8 na leitura preliminar de agosto, de 49,3 em julho.

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