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Índice Bovespa acumula perda de 9% no mês de agosto


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão ontem (12) com valorização de 0,24%, aos 53.473 pontos. Foi o quarto pregão positivo, depois das fortes quedas de 5,72% na quinta-feira (4) da semana passada e de 8,08% na última segunda-feira (8).

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Depois de um giro financeiro de R$ 6,903 bilhões, o dia fechou com resultado positivo, apesar do fraco desempenho das empresas ligadas ao setor imobiliário. O Ibovespa, principal índice da Bovespa, terminou a semana com ganhos de 0,99%, mas as perdas no mês acumulam 9%.

Enquanto isso, o dólar terminou o pregão com queda de 0,80%, cotado a R$ 1,608 para compra e R$ 1,61 para venda.

Conseqüências da crise mundial também atingem cidadãos comuns

A semana em que as bolsas de valores tiveram perdas enormes terminou em clima de relativa calma. Mas como esse assunto dominou as manchetes da imprensa no mundo inteiro, é natural que muita gente se pergunte: “Se eu não tenho dinheiro na bolsa, o que é que isso tem a ver comigo?”. 

A cada novo dado divulgado lá fora, uma onda de reações que chega no Brasil. A Bovespa que na semana passada caiu 10%, conseguiu terminar esta semana no azul. Quando as ações caem, a empresa perde o estímulo para investir e crescer. É que, além do mercado consumidor estar menor, pode ser mais barato comprar uma concorrente no mercado, do que colocar dinheiro em máquinas e obras para construir uma nova fábrica.

Por trás da montanha russa, há o medo de a economia mundial crescer menos ou até entrar em recessão. “Diminuindo a atividade econômica, o mundo compra menos, compra menos de quem? De nós, que somos exportadores”, explica o professor da FGV William Eid.

As conseqüências da crise atingem também os cidadãos que trabalham e fazem compras, em lojas comuns, por exemplo. É que, se houver desaquecimento da economia, as empresas vão produzir e vender menos e, portanto, empregar menos.

Quando teme por seu emprego, o trabalhador tende a se retrair na hora de gastar: “A gente fica preocupado. Se a gente compra ou não compra”, conta uma mulher.

“O consumo é importante. Sem consumo, a economia para. O que tem que se evitar a todo custo é fazer esse consumo à custa de grandes endividamentos”, explica o consultor financeiro André Massaro.

Os especialistas dizem que manter a economia interna girando é fundamental, principalmente porque, se a crise externa se agravar, o ritmo das exportações vai diminuir. Com o mercado mundial retraído, entrariam menos dólares no Brasil. E quando há menos dólares disponíveis, a cotação sobe.

Isso poderia ter efeito direto sobre a inflação, já que o preço de produtos como petróleo, soja e açúcar, por exemplo, varia de acordo com o dólar. A alta do câmbio chegaria também aos produtos importados que os brasileiros consumissem.

Mas o professor de finanças diz que ainda é cedo para prever os impactos: “Podemos ter outro efeito, que é a redução da demanda interna por conta desse desemprego. E isso pode contrabalançar esse impacto da desvalorização cambial”, afirma William Eid.

O consumidor torce para que essa crise seja menor do que a última: “Preocupação tem que existir, mas também nós estamos um pouco mais escolados para isso”, conta gerente comercial Wilson Brambilla.

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