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Na contramão do exterior Bovespa fecha em queda de 0,56%


O vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira gerou volatilidade nesta quinta-feira e acabou empurrando o Ibovespa para baixo na reta final da sessão. Isso ocorreu em meio à briga entre comprados e vendidos, que fez com que as blue chips mudassem de sinal e caíssem.

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O fôlego para compras também rareou com a ausência de notícias sobre a Europa e a despeito de as bolsas norte-americanas continuarem sua trajetória com sinal positivo.

O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,56%, aos 56.331,15. Na mínima, registrou 56.232 pontos (-0,73%) e, na máxima, os 57.332 pontos (+1,21%). No mês, acumula queda de 0,95% e, no ano, de 18,72%. O giro financeiro totalizou R$ 5,711 bilhões.

Segundo Pedro Galdi, da SLW, o fôlego já vinha diminuindo desde a máxima da sessão, uma vez que não saiu nada de novo sobre a situação europeia. E o vencimento acabou por jogar o índice para baixo. Na Europa, a atividade do setor privado entre os 17 países europeus que compartilham o euro avançou para o nível mais alto em três meses, a 47,9 neste mês, de 47,0 no mês passado.

Nos EUA, o principal destaque foi o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego. Houve queda de 19 mil, para 366 mil, o menor nível desde maio de 2008. Os economistas esperavam alta de 9 mil solicitações. Outros destaques foram os índices de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia (10,3 em dezembro); e do distrito de Nova York medida pelo índice Empire State (9,53).

As bolsas europeias subiram e as norte-americanas seguiam o mesmo caminho. Após a sacudida no mercado de câmbio pela manhã com o leilão de linha com compromisso de recompra realizado pelo Banco Central, o dólar à vista manteve-se em queda moderada durante a tarde. A acomodação das cotações em baixa mostra que os agentes financeiros passaram a ter convicção de que a autoridade monetária está atenta a eventual demanda pontual e poderá agir se perceber necessidade de liquidez adicional.

A taxa do cupom cambial de janeiro de 2012 teve um esticão à tarde, reagindo ao aumento de operações casadas de dólar à vista com futuro por causa de saídas de recursos do mercado local. Durante a sessão vespertina, o cupom abriu mais e encerrou em 1,70%, confirmando o fluxo cambial negativo, afirmou um operador de tesouraria de um banco. Ontem, este vencimento de cupom cambial encerrou em +1,13%.

No fim da sessão, o dólar à vista teve baixa de 0,69%, cotado a R$ 1,8610 no balcão, após recuar até a mínima de R$ 1,8540 (-1,07%) logo depois do anúncio do leilão do BC. A máxima, registrada após a abertura dos negócios, foi de R$ 1,8740 (estável). Na BM&F, o dólar à vista encerrou com perda de 0,82%, para R$ 1,8598, sendo que a mínima mais cedo foi de R$ 1,8531 (-1,17%) e a máxima, de R$ 1,8745 (-0,03%).

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