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Mercados de ações fecham em baixa


O anúncio da morte de Bin Laden trouxe algumas horas de alívio para os investidores. Animados com a possibilidade de um mundo menos belicoso, os mercados de ações subiram e o petróleo caiu. Mas as contas começaram a ser feitas com mais calma, e vários especialistas já passam a ter uma visão não tão rosa da situação. Prova disso é que o petróleo chegou a subir e os mercados acionários no Brasil e nos Estados Unidos fecharam em baixa.

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A morte foi divulgada na madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília), pelo presidente dos EUA Barack Obama. "Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma mensagem inequívoca: não importa quanto tempo leve, a justiça será feita", declarou. A operação que matou o líder da rede terrorista Al-Qaeda foi conduzida por uma unidade de elite do Exército americano na cidade de Abbottabad, a 100 quilômetros de Islamabad, no Paquistão. Segundo autoridades dos EUA, Bin Laden foi morto com um tiro na cabeça após resistir à prisão.

As bolsas de valores em todo o mundo abriram em alta, em reação à novidade. Na Ásia, mercado que fecha mais cedo, as praças fecharam com valorização. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 1,57%. O índice de Seul subiu 1,67%. Os ganhos embutiram expectativas de gastos menores dos Estados Unidos com conflitos, o que abriria espaço para superávits e investimentos em outras áreas, com impulso maior da economia mundial. Mohamed El-Erian, diretor-executivo e vice-diretor de investimentos da Pimco, disse que a redução dos riscos de segurança nacional em geral deveria impulsionar os mercados de ações e reduzir os preços dos títulos do Tesouro dos EUA.

Europa, Brasil e Estados Unidos também abriram animados. No entanto, por volta das 13 horas, a praça paulista já tinha virado e caía 0,5%. O Ibovespa recuou 1,01%, para 65.462 pontos. Em Nova York, Dow Jones caiu 0,02% e Nasdaq recuou 0,33%. O barril do petróleo WTI na CME, bolsa de commodities dos EUA, caiu 0,51%, para US$ 113,01.

“As pessoas começam a entender que a Al-Qaeda virá com retaliação”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. “Começa a crescer a sensação de que haverá represálias e, do ponto de vista do risco para os mercados, a situação fica pior do que a anterior”, afirma.

Nos Estados Unidos, o próprio diretor da agência de inteligência americana, a CIA, Leon Panetta, disse que é "quase certo" que a Al-Qaeda tente vingar a morte de Osama bin Laden. "Bin Laden está morto, mas a Al-Qaeda não. Os terroristas quase certamente tentarão vingá-lo. E nós devemos – e iremos – continuar atentos e determinados", disse Panetta.

André Perfeito, economista-chefe da Gradual Corretora, acrescenta que Bin Laden era “um vetor de preço antigo” para o mercado. Ou seja, tinha deixado de fazer parte das contas de risco. Ele lembra que, no momento, o Oriente Médio está lidando com problemas maiores e com maior poder de afetar os preços do petróleo: crises na Líbia, Síria e Iêmen. Na visão dele, a morte de Bin Laden acaba servindo mais como uma vitória simbólica dos EUA, do que uma indicação de mudanças nas táticas geopolíticas dos norte-americanos.

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