Busca:

Investidor em juro futuro reforça aposta em Selic mais baixa


A aposta na continuidade do movimento de queda de juros no País foi reforçada ontem pelo diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, ao entrar no debate sobre a taxa de juros neutra, que permite o crescimento da economia sem pressão inflacionária.

TAXA4Mendes disse, em Londres, acreditar que essa taxa é menor hoje do que no passado. “Se o mundo está financiando o Brasil e pedindo um spread baixo, por que precisamos manter os juros elevados no Brasil?”, questionou o diretor do BC. Os investidores já vêm embutindo nos preços dos juros futuros, especialmente os de curto prazo, esse cenário de afrouxamento monetário e ontem não foi diferente.

O mercado, assim, voltou a trabalhar com uma pequena possibilidade de a taxa básica de juros, a Selic, cair para abaixo de 9,5% este ano. No fim do dia, porém, com o aumento do diferencial de prêmios entre as taxas curtas e longas, houve uma realização de lucros, que também tirou prêmios dos vencimentos de maior prazo.

Enquanto o mercado de juros passou ao largo do noticiário externo, o mesmo não ocorreu com o câmbio. Na ausência do Banco Central, o dólar terminou a quinta-feira em baixa, pelo terceiro dia consecutivo. a R$ 1,7180 (-0,12%), influenciado pelas informações sobre as negociações em torno da dívida da Grécia. Contrariando expectativas de alguns profissionais, o BC não fez leilão de compra de moeda.

O país helênico fechou ontem o tão esperado acordo político sobre o pacote de austeridade fiscal que permitirá a liberação da segunda ajuda financeira internacional, no valor de 130 bilhões de euros. Mas os ministros de Finanças da zona do euro, o chamado Eurogrupo, ainda precisam aprovar essas medidas. O acordo e a queda inesperada nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na última semana apaziguaram um pouco os ânimos lá fora e as bolsas, em sua maioria, tiveram um desempenho positivo. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,05%, 0 S&P 500 avançou 0,15% e o Nasdaq, 039%.

Já a Bovespa operou na contramão do exterior. Depois de tentar, novamente, se firmar nos 66 mil pontos, a Bolsa brasileira acabou sucumbindo à realização de lucros, apesar dos ânimos mais calmos lá fora com os avanços nas negociações sobre a dívida grega. O Ibovespa caiu 0,46%, aos 65.530,49 pontos, com volume negociado de R$ 7,212 bilhões, Mesmo com o desempenho negativo, dos 28 pregões este ano, a Bolsa só caiu em sete.

Post Relacionados

1 Comentário

RSS de comentários. TrackBack URI

Deixe um comentário

XHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Condiciones de uso de los contenidos | Responsabilidad

| Canal Brasil