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Formação de reversão de tendência – Ombro-Cabeça-Ombro – Parte 2


LEIA A PARTE I

Com efeito, a análise do volume é de fundamental importância para uma perfeita interpretação do O-C-O e portanto seria conveniente resumir o seu comportamento nas diferentes fases desta formação:

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I – No ombro esquerdo o volume deve ser crescente na alta e decrescente na correção

técnica.

II – Na cabeça o volume deve ser crescente na alta atingindo porém níveis iguais ou inferiores ao de ombro esquerdo demonstrando que a tendência altista tende a perder momento.

III – No ombro direito a alta vem necessariamente acompanhada de baixo volume dando evidentes sinais de enfraquecimento da tendência.

IV – Finalmente a penetração da linha de pescoço deve vir acompanhada de um aumento de volume. Quanto maior for o volume, menores são as chances de ocorrer um “pullback”, ao contrário quanto menor for esse volume maiores serão as chances e maior será o “pull-back”.

Apesar destas características se apresentarem com freqüência, é bom notar que elas não são rígidas e que a sua ausência não descaracteriza a formação. No entanto, a presença de baixo volume no ombro direito tende a ser um requisito bastante importante.

Em análise técnica é muito comum determinarem-se projeções para os preços após a confirmação de uma determinada formação. Tais projeções são conhecidas como objetivo técnico (projeção técnica).

No ombro-cabeça-ombro o objetivo é determinado da seguinte forma: pega-se a distância vertical entre o ponto mais alto da cabeça e a linha de pescoço, em seguida, projeta-se essa distância a partir do ponto em que a linha de pescoço foi penetrada por um preço de fechamento.

É bom lembrar que o objetivo técnico é uma projeção geométrica e mínima e que obviamente não é obrigatório que os preços se detenham uma vez alcançado o nível determinado. A importância de se estabelecer um objetivo é fornecer ao analista um parâmetro para medir o movimento potencial dos preços após o “breakout” da formação.

O O-C-O invertido apresenta basicamente as mesmas características do que acabamos de ver sendo que ele se insere no contexto de uma tendência baixista.

No entanto, uma diferença fundamental há que ser discutida: Trata-se do comportamento do volume. Tal diferença baseia-se no fato que é muito mais difícil a um mercado subir após ter atingido um fundo do que cair após ter atingido um topo. Para que o mercado suba é necessário um significativo aumento na pressão compradora sendo que essa pressão deve-se manter para permitir a continuidade do movimento.

Já a queda do mercado tende a se sustentar pelo seu próprio peso. Grosseiramente comparando, um corpo não precisa de energia além do seu próprio peso em uma queda livre. Entretanto, para que este mesmo corpo produza um movimento ascendente é necessário que se lhe forneça uma energia adicional, considerando-se a presença da gravidade.

Na primeira metade da formação (ombro esquerdo e formação de cabeça) o comportamento do volume é igual ao anterior. Ele tende a crescer na queda e diminuir na correção técnica quando da formação do ombro esquerdo. Ao voltar a cair dando início à formação da cabeça o volume tende a ser menor que na queda anterior. É, no entanto, na alta subseqüente que começam a se verificar diferenças. Devido à mencionada dificuldade dos preços em subir depois de atingido um fundo, faz-se necessário um aumento na força compradora para que tal movimento ocorra. A conseqüência é um volume crescente que chega inclusive a ultrapassar o volume registrado na queda do ombro esquerdo.

Ao contrário do O-C-O de topo, o fato de quebra da linha de pescoço vir acompanhada de um forte aumento do volume de negócios não diminui a chance de ocorrer um “pullback”.

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