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Europa volta a deprimir Bovespa e puxar o dólar


O rebaixamento do rating da França para AA+ pela Standard & Poor”s (S&P), confirmado ontem à tarde pelo ministro das Finanças do país, e a informação de que a mesma agência anunciaria o corte em dois graus de Itália, Espanha e Portugal – o que ocorreu após o fechamento dos mercados– não provocaram estresse adicional nos mercados acionários.

bov4No segmento de moedas, contudo, o euro desceu à casa de US$ 1,26, atingindo mínima em 16 meses ante o dólar, refletindo o medo de contágio para outras economias. As bolsas em Nova York, que chegaram a cair 1%, encerraram longe das mínimas do dia, com perdas na faixa de 0,50%. Na Europa, as bolsas cederam, pressionadas por notícia de cortes da S&P, porém antes da confirmação pela França da perda da nota triplo A.

Aqui, a moeda dos EUA subiu nessa sexta-feira, mas distante da máxima, cotada a R$ 1,7930 (-0,45%) no balcão por causa do fluxo cambial positivo.

No momento mais nervoso do pregão, o dólar superou R$ 1,80. A previsão do feriado norte-americano pelo dia de Martin Luther King, na segunda-feira, também justificou compras defensivas de dólar, que reforçaram os negócios. Na semana, o dólar perdeu 3,29% ante o real.

A piora externa e o exercício de opções sobre ações nesta segunda-feira levaram a Bovespa a engatar uma realização de lucros. O feriado norte-americano no começo da semana ajudou a potencializar as perdas ontem. O Ibovespa cedeu 1,29%, para 59.146 pontos. Assim, a reconquista dos 60 mil pontos, prometida há tempos, mais uma vez se viu adiada. As ações de Vale, siderúrgicas e construção civil estiveram entre os destaques de baixa. Vale ON caiu 2,03% e a PNA, 1,04%. A empresa informou ter declarado “força maior” em vários contratos de minério de ferro, em função das fortes chuvas registradas no Sul e Sudeste.

O mercado de juros futuros se ancorou em duas fortes possibilidades para devolver prêmios, ainda que isso tenha ocorrido de forma relativamente moderada. As taxas cederam com informações de cortes no Orçamento de 2012, o que facilitaria a tarefa do governo de cumprir a meta cheia de superávit primário e, teoricamente, permitiria uma taxa básica de juros, a Selic, em patamar mais baixo. Não está descartado o anúncio dos cortes no Orçamento no início da próxima semana, antes mesmo de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar sua decisão sobre juros na quarta-feira. Para este encontro, o mercado precifica corte de 0,5 ponto porcentual, deixando a Selic em 10,50%.

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