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Dólar atinge R$ 1,76 no fechamento; Bovespa perde 1,14%


A taxa de câmbio doméstica oscila abaixo de R$ 1,80 há 12 rodadas consecutivas, com a esperança dos mercados de que a União Europeia consiga apresentar um plano abrangente para enfrentar seus problemas mais dramáticos, como o risco de um calote descontrolado na Grécia e a necessidade da recapitalização dos bancos.

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Assim, o dólar comercial (usado para operações de comércio exterior) variou entre R$ 1,769 e R$ 1,737, para ser cotado por R$ 1,762, em avanço de 0,57%. Neste mês, o preço da divisa americana já encolheu mais de 6%.

Para turistas e viajantes, o dólar foi vendido por R$ 1,880 (alta de 0,53%) e comprado por R$ 1,700 nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) retrocede 1,14%, aos 56.241 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 4,26 bilhões.Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 1,19%.

Os participantes dos mercados de capitais contam com o anúncio de medidas para o Velho Continente salvaguardar seu sistema bancário e preservar o euro, após a reunião de cúpula prevista para amanhã.

A trajetória da moeda europeia é o sinal mais explícito dessa antecipação dos mercados por boas notícias. No final de setembro, a divisa do Velho Continente foi cotada por US$ 1,35, mas derreteu para US$ 1,31 ainda na primeira semana de outubro, subindo novamente para US$ 1,38 e US$ 1,39 entre ontem e hoje.

O problema, dizem analistas, será a UE topar as expectativas dos mercados financeiros.

“Dada a expectativa, essas medidas terão que ser menos paliativas e mais sustentáveis no médio prazo. Mas acho que vai ser difícil vermos isso. Provavelmente o que eles vão apresentar serão iniciativas para tocar a situação para frente, o que até pode reduzir a volatilidade no curto prazo –é difícil dizer por quanto tempo: por um, dois dias, ou por um, dois meses?”, comenta João Carlos Reis, diretor da tesouraria da corretora de câmbio Prime.

Reis avalia que, caso os agentes financeiros reajam positivamente ao anúncio de amanhã, a taxa de câmbio pode cair até mais, sendo factível um preço de R$ 1,70 no curto prazo.

Embora um cenário negativo não esteja descartado, o que poderia fazer o mercado estressar, levando à taxa mais perto de R$ 2, ele acha difícil que os preços subam muito além. “O mercado europeu já está bastante ruim”, diz ele.

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