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Crise nuclear prossegue e Bovespa recua 1,50%


Depois de um início promissor ontem, quando o Ibovespa respirava com a recuperação da bolsa japonesa, a Bovespa perdeu o fôlego e passou a embutir nos preços a aversão ao risco que tomou conta dos agentes. O sinal se inverteu e foi piorando, à medida que o noticiário sobre o problema nuclear no Japão ganhava novos contornos.

A procura por ativos mais seguros ficou ainda mais forte com a informação de que a situação da usina nuclear de Fukushima estaria fora de controle, o que foi negado depois por autoridades. O Ibovespa fechou em baixa de 1,50%, aos 66.002,57 pontos, menor nível desde os 65.755,66 pontos de 11 de fevereiro passado. Na mínima, registrou 65.663 pontos (-2%) e, na máxima, pela manhã, 67.502 pontos (+0,74%). O giro financeiro totalizou R$ 8,634 bilhões.

A informação de que estaria quase pronta a construção de uma nova linha de transmissão de energia, que pode restaurar a eletricidade na usina de Fukushima, diminuiu um pouco o medo de um colapso nuclear durante a tarde, mas a aversão ao risco se manteve. O efeito Japão também teve forte repercussão no câmbio. O dólar caiu ontem para o menor valor já registrado perante o iene. A busca por proteção também golpeou a moeda norte-americana, que cravou recorde de baixa ante o franco suíço. Aqui, o dólar subiu 0,42%, a R$ 1,6750 no balcão – maior valor desde 7 de fevereiro (a R$ 1,679).

O nervosismo global limitou a continuidade de alta dos juros futuros. Assim como na terça-feira, ontem saiu mais um indicador, o IBC-Br de janeiro (+0,71%), sinalizando atividade robusta, o que poderia ter estendido o fôlego de alta das taxas.

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