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Bovespa sobe por causa do PIB Chinês


A Bovespa opera em alta nesta quarta-feira com os mercados mais otimistas após a divulgação do crescimento do PIB da China. As negociações das ações da BRF – Brasil Foods continuam suspensas no aguardo de uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a fusão entre Perdigão e Sadia.

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As ações da Cyrela, que anunciou plano de recompra de ações, aparecem entre as maiores altas do Ibovespa. Pão de Açúcar também tem ganhos, após a suspensão da proposta de fusão da companhia com as operações brasileiras do Carrefour, mas o porcentual de alta é menor do que o do Ibovespa.

Às 12h15, o principal índice da Bolsa subia 1,64%, aos 60.681 pontos, após ter registrado a máxima de 60.762 pontos (+1,77%). O giro financeiro somava R$ 2,1 bilhões, com previsão de atingir R$ 7,5 bilhões no fechamento. Em Nova York, o Dow Jones e o S&P 500 operavam com ganhos de 1,17% e 1,19%, respectivamente.

As ações do Pão de Açúcar abriram o pregão em queda, mas inverteram o sinal ainda durante a manhã, um dia depois de o BTG Pactual e a Península Participações, empresa da família Diniz, distribuírem comunicados informando que desistiram de continuar com a proposta de fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour. Há pouco os papéis subiam 0,92%.

Ontem à noite a Península distribuiu nota reiterando seu apoio à associação proposta entre o Pão de Açúcar e o Carrefour. "Todavia, tendo em vista a decisão tomada nesta data (ontem) pelo Conselho de Administração do Casino no sentido de rejeitar a proposta feita pela Gama 2 SPE Empreendimentos e Participações S.A., em 28 de junho de 2011, a Península reconhece que, nas presentes condições, não é factível prosseguir com essa proposta."

O BTG Pactual decidiu suspender temporariamente a proposta de fusão. Segundo o comunicado da GAMA/BTG, a suspensão temporária da proposta foi feita "com o firme propósito de manter um diálogo aberto". Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desistiu de participar da proposta de fusão entre o grupo Pão de Açúcar e o Carrefour.

O analista Cauê Pinheiro, da SLW Corretora, ressalta que o papel, negociado em torno dos R$ 65,50, está no mesmo nível de antes do anúncio da operação. "Está subindo, mas bem menos que o mercado e tem espaço para ganhar mais, porque o fundamento da empresa é bom", avalia, lembrando que a corretora trabalha com preço-alvo de R$ 81,72 para o papel no final de 2011, ou seja, uma valorização superior a 25%.

Para a XP Investimentos, porém, a alta do Pão de Açúcar, que acontece após sete pregões de queda do papel, pode ser pontual. "O problema de não sair o negócio é que parece que azedou de vez a relação entre os dois sócios, o que pode comprometer a tomada de decisões estratégicas, como a decisão do IPO da Nova Pontocom", diz um analista da equipe da corretora referindo-se à união do comércio eletrônico de Extra, Ponto Frio e Casas Bahia. "A empresa está em um processo enorme de consolidação com Casas Bahia e Ponto Frio e esta relação azedada é problemática."

Ainda entre as maiores altas do Ibovespa estão JBS (+4,40%) e LLX (+3,59%). Já entre as mais expressivas quedas do Ibovespa figuram Natura, que perde 0,19% depois de fechar ontem com ganhos de 1,61%, e Cosan (-0,12%)

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