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Bovespa sobe após abertura à espera da Europa


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inicia a semana perto da estabilidade, em alta ainda comedida, sob a expectativa de que, na quarta-feira, os líderes europeus anunciem um amplo pacote de resgate para bancos e países em dificuldades.

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A alta de 2,31% do índice Bovespa (Ibovespa) na sexta-feira, no entanto, pode abrir espaço para realizações ao longo do dia, enquanto os papéis da Petrobras podem ser pressionados pela notícia de que a empresa pode não ter dinheiro suficiente para tocar os projetos do pré-sal. Perto das 11h15, o Ibovespa subia 0,83%, aos 55.715 pontos.

Na manhã de hoje, o Conselho Europeu confirmou que uma nova cúpula de líderes da União Europeia será realizada na quarta-feira, reagindo a especulações entre operadores de Londres de que a reunião poderia ser adiada. Na ocasião, é esperado o anúncio de um pacote para resgate de países em dificuldades e capitalização de bancos.

Ontem, a União Europeia (UE) anunciou que está próxima de um acordo para frear a crise. Um dos três pilares do plano foi praticamente fechado: a recapitalização dos bancos em mais de 100 bilhões de euros. A Europa também deve pedir ajuda internacional para financiar sua crise da dívida. Bruxelas quer que o Fundo Monetário Internacional (FMI), o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) e os países com elevados superávits nas contas externas contribuam para que o bloco consiga blindar a economia e garantir a volta da estabilidade na zona do euro.

Esta expectativa com o anúncio de quarta-feira fez o Ibovespa subir na sexta-feira e traz certo suporte para os negócios nesta segunda-feira, aqui e no exterior. Porém, reportagem publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo informa que a Petrobras, com receio de não ter dinheiro suficiente para tocar os projetos do pré-sal, quer que o governo reduza a Cide – contribuição paga sobre a comercialização dos combustíveis – para reforçar seu caixa. A estatal alega que a valorização do dólar, combinada com a defasagem dos preços da gasolina e do diesel, vai derrubar seu lucro do terceiro trimestre, que será anunciado em novembro.

25/10/11

Dólar atinge R$ 1,76 no fechamento; Bovespa perde 1,14%

A taxa de câmbio doméstica oscila abaixo de R$ 1,80 há 12 rodadas consecutivas, com a esperança dos mercados de que a União Europeia consiga apresentar um plano abrangente para enfrentar seus problemas mais dramáticos, como o risco de um calote descontrolado na Grécia e a necessidade da recapitalização dos bancos.

Assim, o dólar comercial (usado para operações de comércio exterior) variou entre R$ 1,769 e R$ 1,737, para ser cotado por R$ 1,762, em avanço de 0,57%. Neste mês, o preço da divisa americana já encolheu mais de 6%.

Para turistas e viajantes, o dólar foi vendido por R$ 1,880 (alta de 0,53%) e comprado por R$ 1,700 nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) retrocede 1,14%, aos 56.241 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 4,26 bilhões.Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 1,19%.

Os participantes dos mercados de capitais contam com o anúncio de medidas para o Velho Continente salvaguardar seu sistema bancário e preservar o euro, após a reunião de cúpula prevista para amanhã.

A trajetória da moeda europeia é o sinal mais explícito dessa antecipação dos mercados por boas notícias. No final de setembro, a divisa do Velho Continente foi cotada por US$ 1,35, mas derreteu para US$ 1,31 ainda na primeira semana de outubro, subindo novamente para US$ 1,38 e US$ 1,39 entre ontem e hoje.

O problema, dizem analistas, será a UE topar as expectativas dos mercados financeiros.

“Dada a expectativa, essas medidas terão que ser menos paliativas e mais sustentáveis no médio prazo. Mas acho que vai ser difícil vermos isso. Provavelmente o que eles vão apresentar serão iniciativas para tocar a situação para frente, o que até pode reduzir a volatilidade no curto prazo –é difícil dizer por quanto tempo: por um, dois dias, ou por um, dois meses?”, comenta João Carlos Reis, diretor da tesouraria da corretora de câmbio Prime.

Reis avalia que, caso os agentes financeiros reajam positivamente ao anúncio de amanhã, a taxa de câmbio pode cair até mais, sendo factível um preço de R$ 1,70 no curto prazo.

Embora um cenário negativo não esteja descartado, o que poderia fazer o mercado estressar, levando à taxa mais perto de R$ 2, ele acha difícil que os preços subam muito além. “O mercado europeu já está bastante ruim”, diz ele.

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