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Bovespa sobe 11,49% no mês; Alta é a maior desde maio de 2009


Após três altas seguidas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu quase 2% nesta sexta-feira (31), mas fechou outubro com valorização superior a 11%, interrompendo uma sequência de seis meses de queda.

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Esta é a maior alta mensal desde maio de 2009, quando o indicador avançou 12,4%.

O Ibovespa recuou 1,97% no dia, a 58.338 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 6 bilhões.

No mês, o principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 11,49%. No ano, contudo, o Ibovespa ainda recua 15,82%.

Itália

Segundo analistas, medidas tomadas por líderes da Europa para tentar debelar a crise na região animaram os mercados e influenciaram na alta do mês. Mas ressaltaram que as preocupações continuam, e que após a liberação de mais uma parcela de financiamento para a Grécia, o alto endividamento da Itália passou a ser o foco das preocupações.

“A Itália, depois do salvamento da Grécia, é a nova confusão, e os mercados sentiram isso”, explicou o diretor da Ativa, Álvaro Bandeira.

Apesar de não acreditar em uma alta na mesma intensidade da registrada em outubro, Bandeira se mantém otimista para o restante do ano. “Trabalho com um viés de alta, embora tenha esses sustos”, disse.

Para a chefe de gestão de fortunas da Mirae, Luciana Pazos, a alta de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre também repercutiu positivamente nos mercado em outubro. Para novembro, ela avalia que as preocupações com a zona do euro seguirão presentes. “Há esperança de rali de fim de ano, mas a situação é muito séria”, disse.

Já o economista-sênior da CM Capital Markets, Mauricio Nakahodo, considerou que perspectivas econômicas mais longas também devem influenciar os mercado.

“Com investidores mais cautelosos, a bolsa pode ficar de lado. Mas por outro lado, o Ibovespa ainda está em níveis baixos e pode ter uma melhora”, opinou.

Nesta segunda-feira, ações de empresas de construção foram alguns dos destaques negativos. MRV caiu 6,06%, a R$ 12,10, enquanto Rossi recuou 5,65%, a R$ 10,85.

Entre as blue chips, as preferenciais da Vale perderam 2,11%, a R$ 40,80, enquanto as da Petrobras caíram 1,2%, a R$ 21,32.

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