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Bovespa retomando o rumo e de olho no exterior, sobe 2% no inicio do pregão


A Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta nesta terça-feira, depois de ter subido 0,97% na véspera. O mercado de ações brasileiro acompanha as praças externas, animadas por sinais de que os líderes europeus estão avançando na busca de soluções para que o problema da Grécia tenha efeitos minimizados na região.

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Às 12h07, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta de 2,10% cotado em 54.874 pontos.

Na Europa, as bolsas sobem pelo terceiro pregão consecutivo, impulsionadas pelo forte desempenho das ações de instituições financeiras. Nos Estados Unidos, os principais índices também sobem.

Para Pedro Galdi, analista-chefe da Corretora SLW, os investidores se apegaram ao fato de que as discussões "caminham bem" na Europa. No Ibovespa, ele comenta que as altas são também ajustes técnicos após a forte queda de cerca de 5% da última quinta-feira.

Hoje e nos próximos dias, os mercados globais estarão atentos às novidades relacionadas à Grécia. O que está em discussão no momento é a eficácia da injeção de recursos do Banco Central Europeu no chamado Fundo de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). "A ideia é capitalizar os bancos para o caso de a Grécia quebrar. É um modelo que indica que a Grécia vai declarar o default, mas que as instituições financeiras estarão mais seguras," diz Galdi.

Nesta terça-feira a chanceler alemã, Angela Merkel, se encontrará com líderes gregos. "Há expectativas de que falem de alguma ajuda que possa amenizar a situação grega," diz Galdi. Enquanto isso, autoridades da Grécia vão votar medidas fiscais, o que deve continuar a provocar manifestações populares.

Amanhã os líderes do país vão se reunir novamente com a chamada tróika, o trio composto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, Na quinta-feira, a Alemanha vai tentar aprovar uma medida para que os recursos do fundo EFSF também possam ajudar outros países, como Itália e Espanha.

Um outro plano também em discussão na Europa permitiria que os países endividados trocassem suas dívidas por títulos lastreados pelo Banco Europeu de Investimentos. Apesar de animar o mercado, analistas comentam que ainda há dúvidas de que o plano funcionaria, uma vez que muitos países europeus possuem dívidas muito altas.

Essa ideia poderia gerar o descontentamento dos credores, comenta Galdi, da SLW. "Isso consiste na troca dívida de todos os países por um novo título, de longuíssimo prazo e taxa maior. Mas quem tiver seus papéis trocados vai se sentir incomodado. Imagine alguém tem tem um título que vence mês que vem e, de repente, tem as condições alteradas," afirma.

Na Ásia, as principais bolsas fecharam em forte alta nesta terça-feira, animadas também pelos sinais de que os formuladores de políticas da Europa podem estar progredindo na direção da estabilização da crise da dívida que assola a região.

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