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Bovespa recua 1,98% em março com queda diária de 0,56%


No último pregão do mês, a Bovespa foi na contramão do mercado externo e amargou o quarto dia seguido de queda. Mas, no trimestre, apesar das incertezas externas, a Bolsa fez bonito e registrou a maior alta para um primeiro trimestre desde 1999. Ontem, o Ibovespa caiu 0,56%, aos 64.510,97 pontos.

bov3No trimestre, o ganho acumulado é de 13,67%. No mês, no entanto,o índice doméstico perdeu 1,98%, mesmo porcentual de queda verificado na semana. A Bolsa até ensaiou uma recuperação no início da sessão desta sexta-feira, mas a persistente preocupação com a China e a zona do euro falaram mais alto e o índice doméstico migrou para o negativo e se manteve nele até o final, ampliando a mínima perto do fechamento. Nem mesmo os dados econômicos nos EUA e o acordo fechado na Europa para aumentar a capacidade dos fundos de resgate da região ajudaram a Bolsa a se manter no terreno positivo.

Segundo um operador, ontem o dia foi atípico. “A Bolsa virou após os números dos EUA e as bolsas por lá se mantiveram em alta, mesmo sendo o último dia mês, isso é estranho, não tem muita explicação, a não ser o temor de mais notícias ruins”, disse a fonte. Na mínima, o Ibovespa atingiu 64.245 pontos (-0,97%) e, na máxima, 65.363 pontos (+0,76%). O giro financeiro ficou em R$ 7,803 bilhões.

As blue chips – Vale e Petrobras – fecharam em alta. O papel ON da mineradora subiu 1,76% e o PNA, +1,12%. Já as ações ON da petroleira ganharam 0,58% e as PN, +0,13%.

Logo cedo, dados dos EUA indicaram que a economia norte-americana está dando sinais de estar mais aquecida e isso animou os investidores e ajudou as bolsas por lá subirem. O índice Dow Jones fechou com ganho de 0,50%, o S&P 500 registrou alta de 0,37%. Já o Nasdaq, fechou no vermelho, com queda de 0,12%.

O Departamento do Comércio dos EUA informou que o gasto dos consumidores do país aumentou 0,8% em fevereiro, marcando a maior alta desde julho de 2011, enquanto a renda pessoal subiu 0,2%. Depois foi informado que o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro, e 2,3% em relação a fevereiro do ano passado. A alta anual ficou acima da meta de inflação de longo prazo do Federal Reserve, que é de 2,0%, e o avanço mensal foi o maior desde agosto. O dólar no mercado à vista encerrou esta última sessão do mês com sinais mistos: no balcão teve leve alta de 0,05%, a R$ 1,8270, enquanto na BM&F recuou 0,14%, a R$ 1,8240. Com o resultado, a moeda encerra março com ganho de 6,47% no balcão; e o primeiro trimestre, com queda de 2,25%.

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