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Bovespa pressionada pelo exterior tem dia de fúria novamente


A Bolsa de Valores de São Paulo teve brilho próprio na sessão desta quarta-feira, em que reinou o vencimento do índice futuro. Mas, mesmo assim, se deixou abater pelo sinal negativo do exterior, onde o noticiário envolvendo a Grécia e os indicadores norte-americanos levaram as bolsas na Europa e EUA a registrarem perdas acima de 1%. Aqui, o índice Bovespa recuou ao menor nível desde o início de julho de 2010.

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O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,97%, aos 61.603,74 pontos, menor patamar desde os 60.865,27 pontos de 5 de julho do ano passado. Na mínima, registrou 61.527 pontos (-1,09%) e, na máxima, os 62.198 pontos (-0,01%). No mês, o índice acumula perda de 4,67% e, no ano, 11,11% de queda. O giro financeiro, engordado pelo exercício, totalizou R$ 6,633 bilhões. Os dados são preliminares.

O principal drive da sessão, anunciado há dias, era o exercício do índice futuro, sobretudo por causa do elevado número de contratos vendidos, especialmente pelos estrangeiros. Mas o noticiário externo não deu trégua e o índice Bovespa teve mais razões para continuar sua trajetória de baixa.

Os ministros de Finanças da zona do euro não chegaram a um acordo sobre a ajuda à Grécia e o primeiro-ministro grego, George Papandreou, decidiu anunciar a formação de um novo governo para tentar costurar uma solução. Por causa da exposição aos títulos gregos, a Moody’s colocou em revisão, para possível rebaixamento, o rating de três grandes bancos franceses – BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole -, enquanto a S&P cortou a nota de crédito de longo prazo de quatro bancos gregos: National Bank of Greece S.A. (NBG), EFG Eurobank Ergasias S.A. (EFG), Alpha Bank A.E. (Alpha) e Piraeus Bank S.A. (Piraeus).

Nos EUA, os índices vieram fracos: o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em maio ante abril e o núcleo, 0,3%, na maior alta desde julho de 2008; o índice Empire State ficou em -7,79 em junho, ante previsão de alta para +12,00; e o índice de confiança das construtoras dos EUA caiu para 13 em junho, de 16 em maio, nível mais baixo desde setembro do ano passado. O Dow Jones terminou em queda de 1,48%, aos 11.897,27 pontos, o S&P-500 caiu 1,74%, aos 1.265,42 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,76%, aos 2.631,46 pontos.

A queda das Bolsas também pesou no petróleo, que desabou 4,59% no contrato para julho negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), a US$ 94,81.

Aqui, as ações da Petrobrás também recuaram, mas bem menos, influenciadas pelos vencimentos – na segunda, acontece o de opções sobre ações. A ação ON perdeu 1,30% e a PN, -1,27%. Os metais também recuaram, assim como Vale, que perdeu 0,66% na ON e 0,55% na PNA.

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