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Bovespa por debaixo dos 60 mil pontos


A cautela dos investidores cercou os negócios no Índice Bovespa no penúltimo pregão da semana. As preocupações com a economia doméstica e os problemas na Europa e nos Estados Unidos prevaleceram e fizeram o Ibovespa fechar em queda de 1,63%, aos 59.679 pontos. A sessão contou com giro financeiro da bolsa de R$ 6,724 bilhões.

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“O quadro de instabilidade na Europa e nos Estados provocou essa baixa do Ibovespa”, analisou José Raymundo de Faria Junior, diretor técnico da Wagner Investimentos.

Dentre as notícias negativas do velho continente que ajudaram a contribuir com o pessimismo do dia, a Itália emitiu nesta quinta-feira € 2,966 bilhões em títulos a cinco e a 15 anos, cujas taxas de juros registravam níveis recordes ante o temor de que o país seja vítima da crise da dívida.

Além disso, a questão do endividamento norte-americano veio a tona nesta quinta-feira após, na véspera, a agência de classificação de risco Moody’s ter afirmado que considera baixar a nota da dívida dos Estados Unidos, que atualmente se encontra no melhor patamar possível, em “Aaa”.

“Novidade na notícia: nenhuma. Porém o suficiente para machucar o mercado que ainda se mostra sensível a qualquer notícia negativa”, enfatizou a Lerosa Investimentos em relatório.

Desta forma, indicadores econômicos e notícias corporativas positivas dos Estados Unidos foram deixados de lado. Dentre elas, as vendas no varejo avançaram 0,1% em junho deste ano, contra expectativa de queda de 0,1%. E os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos recuaram para 427 mil e analistas previam 415 mil.

O balanço positivo do JP Morgan também foi deixado de lado. A instituição financeira teve lucro líquido de US$ 5,431 bilhões no segundo trimestre deste ano, com acréscimo de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já no âmbito doméstico, outras preocupações, além das externas, deixaram os investidores avessos ao risco. “O cenário ainda não está claro com relação aos juros no Brasil e serão necessárias mais duas reuniões do Copom [Comitê de Política Monetária] para saber qual o cenário mais razoável para a Selic”, disse o diretor técnico da Wagner Investimentos, acrescentando que isso tem penalizado ações do setor de consumo no Ibovespa.

Dentre as maiores oscilações negativas do dia ficaram algumas ações do setor, como as ordinárias da B2W, com desvalorização de 4,77%. Neste sentido, outro segmento que é afetado com a alta da Selic, construção civil, também foi prejudicado. No final dos negócios, os papéis ordinários da Rossi Residencial perderam 4,12%, os da PDG Realty diminuíram 4,29% e da MRV Engenharia desceram 3,86%.

Na outra ponta figuraram as ações da Brasil Foods, com alta de 3,82%. A Fitch Ratings acredita que a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a fusão entre a Perdigão e a Sadia, anunciada ontem (13), não terá impacto significativo na qualidade do crédito da Brasil Foods (BRF).

José Raymundo de Faria Junior, diretor técnico da Wagner Investimentos, destacou ainda que a grande quantidade de IPOs na bolsa brasileira tem provocado a saída de investidores do Ibovespa, o que contribui com essa queda observada recentemente.

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