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Bovespa opera em baixa


A Bovespa começou desde ontem a cumprir os prognósticos de uma semana volátil. O "termômetro" do mercado brasileiro de ações quase encostou nos 64 mil pontos logo pela manhã.

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A cena externa adversa, no entanto, contribuiu para que esse indicador encerrasse o pregão de ontem abaixo dos 63 mil, em seu menor nível de preços desde 16 de julho de 2010.

As Bolsas estrangeiras, pelo menos no início dos negócios, acusaram algum estresse com o escândalo envolvendo "o número 1" do FMI, Dominique Strauss-Kahn, num momento chave para as negociações da renovação da ajuda financeira à Grécia, um dos países periféricos da Europa em situação mais delicada. A forte valorização dos papéis da Petrobras somente evitou que a baixa de hoje fosse ainda maior. A ação preferencial, que sozinha movimentou R$ 721 milhões, valorizou 1,78%.

A petrolífera revelou na semana passada um lucro histórico de R$ 10,98 bilhões para o primeiro trimestre, em um crescimento superior a 40% na comparação com o início do ano passado.

O índice Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, caiu 0,64% no fechamento, aos 62.829 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,09 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, perdeu 0,38%.

O volume de negócios foi bastante alto, mas devido ao vencimento de opções sobre ações, que teve um giro de R$ 2,21 bilhões.
O maior movimento foi reservado para a opção de compra da ação preferencial da Vale a R$ 37,48 (R$ 355,7 milhões), seguida pela opção de compra do mesmo papel, mas ao preço de 45,48 (R$ 189 milhões). A ação preferencial da mineradora foi negociada ontem por R$ 42,15, o que representa um declínio de 0,28%.

O giro de negócios no mercado de câmbio foi um dos mais baixos do mês, inferior a US$ 2 bilhões, conforme os dados preliminares da BM&F, no segmento para operações com dólar à vista.

Os agentes financeiros acompanharam de perto a desvalorização das commodities, no início de uma semana que promete volatilidade devido à pesada agenda econômica e às incertezas sobre a crise dos países periféricos na Europa. Na praça internacional, o euro foi negociado por US$ 1,4192 ontem ante US$ 1,411 na última sexta-feira.

Analistas avaliam que o barateamento das matérias-primas, embora com efeitos positivos para a inflação, tende a afetar os termos balança comercial, o que, em tese, enfraquece a moeda brasileira frente ao dólar.

Ontem, o Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial apresenta um superávit de US$ 2,46 bilhões nas duas primeiras semanas do mês.

No acumulado do ano, o superávit chega a US$ 7,48 bilhões, o que é mais que o dobro (106%) que a cifra registrada no mesmo período em 2010.

Nesse contexto, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,632, em uma queda de apenas 0,06% sobre o fechamento da semana passada. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,750 e comprado por R$ 1,580 nas casas de câmbio de São Paulo.

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