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Bovespa na maior queda desde 2008


Nesta segunda-feira (8), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou o movimento da economia internacional. Às 15h31, o índice Ibovespa caía 9,25% e registrava 48.049 pontos. Se a queda do índice ultrapassasse a marca de 10%, as operações da Bolsa de Valores seriam suspensas, com a adoção do mecanismo do circuit breaker.

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A queda desta segunda-feira foi a maior desde outubro de 2008, quando as cotações sofreram queda de mais de 12%, arrastadas pela crise financeira internacional.

A bolsa de São Paulo segue tendência global de queda. Em Nova York, o índice Dow Jones opera em baixa de mais de 4,5% nesta tarde. Em Londres, o índice FTSE 100 terminou o dia com queda de 3,39%. Já na bolsa de Frankfurt, a baixa foi de 5,02%.

Na semana passada, o Ibovespa acumulou queda de 9,99%. Antes da abertura do mercado nesta segunda-feira, ele acumulava queda de 23,6% neste ano.

Depois do rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos pela agência Standard & Poor’s, na última sexta-feira (5), o Ibovespa chegou a cair 9,74%, se aproximando de um circuit braker (mecanismo que interrompe temporariamente o funcionamento da bolsa quando o índice de queda chega a 10%).

Com isso, os mercados mundiais também operam no vermelho. Os investimentos tidos como seguros subiram. O ouro, por exemplo, bateu recorde de alta e o dólar também sobe.

O rebaixamento da nota da dívida dos EUA gerou incerteza a respeito do país até então considerado como o melhor pagador. Com a mudança na nota, ainda estão sendo avaliados que efeitos o mercado sofrerá e as bolsas de valores em todo o mundo já sofrem em queda.

Na Europa, a situação das bolsas também é crítica. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou neste domingo (7) a disposição de intervir nos mercados e já começou a comprar de bônus dos governos italiano e espanhol para evitar que a crise se agrave.

Na Ásia, as bolsas também caem. As de Tóquio e Hong Kong fecharam os negócios em queda de 2% e, em Xangai, o Shanghai Composite recuou 3,79%.

Apenas na Itália e Espanha houve alta, mas o cenário ainda é instável.

O porquê de isso tudo estar acontecendo hoje

Na última sexta-feira (5), a agência de avaliação de risco financeiro Standard and Poor’s reduziu a nota da dívida pública dos Estados Unidos, algo inédito na história.

A qualificação do crédito americano passou de ‘AAA’ para ‘AA+’, diante da crescente dívida, do pesado déficit no orçamento e da falta de planejamento.

A S&P também assinalou a ‘perspectiva negativa’ da nova classificação, enquanto fontes do governo envolvidas nas negociações apontavam falhas ‘profundas e fundamentais’ na decisão.

Trata-se da primeira redução da nota dos Estados Unidos desde que obteve a classificação AAA da agência Moody’s, em 1917, nota adotada pela S&P em 1941.

Com isso, as bolsas do mundo inteiro começaram a semana em forte turbulência.

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