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Bovespa fecha em queda de 1,74% de olho no exterior


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou o mês de novembro no terreno negativo, voltando ao patamar dos 57 mil pontos. A bolsa paulista seguiu o pessimismo e a aversão ao risco observados nos mercados internacionais após o anúncio de um possível referendo na Grécia sobre o plano de ajuda.

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Após encerrar outubro com ganho de 11,50%, o Ibovespa chegou a ceder quase 4% em poucos minutos de pregão nesta terça-feira. No fechamento, o índice reduziu as perdas para 1,74%, aos 57.322 pontos.

O balde de água fria nos mercados foi resultado da declaração do primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, que defendeu ontem a realização de um referendo sobre a nova ajuda financeira ao país. “Se o povo grego não quiser, ela simplesmente não será implementada”, assegurou o chefe de governo, surpreendendo até mesmo os deputados a quem falava.

“O comentário do Papandreou criou um mal-estar terrível na Europa e gerou novas incertezas sobre a implementação do pacote de resgate. O dia foi amargo desde o começo”, afirma o analista-chefe da SLW, Pedro Galdi.

Os rumos da Grécia, no entanto, continuam nebulosos. Durante a tarde, uma fonte do Partido Socialista do país afirmou que a convocação do referendo sofre forte oposição dentro e fora do governo e que “está basicamente morta”. A notícia trouxe algum alívio ao mercado e ajudou a reduzir as perdas nas bolsas.

O Ibovespa, segundo Galdi, acompanhou de perto o cenário externo. “Em momentos de tensão, o investidor sai da Bolsa e dos contratos futuros de commodities e migra para moedas e Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA)”, explica o analista. No mercado de câmbio, o dólar teve valorização de 2,13%, cotado a R$ 1,73. Já os contratos futuros do petróleo sofreram queda de 1,07%, a US$ 92,19 o barril em Nova York.

As ações ON da Petrobrás caíram 1,43%, enquanto as PN perderam 0,89%. Já Vale PNA caiu 0,98% e ON cedeu 0,94%.

Os sinais negativos se repetiram nas bolsas de Nova York, que amargaram perdas superiores a 2%. Dow Jones cedeu 2,48%, S&P 500 teve queda de 2,79% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, caiu 2,89%.

As praças financeiras da Europa registraram perdas ainda mais expressivas. Paris recuou 5,38%, Frankfurt perdeu 5% e Londres fechou em baixa de 2,21%. Já Milão caiu 6,80% e Madri cedeu 4,19%. Lisboa, por sua vez, teve queda de 3,68%.

Apesar do anúncio do referendo na Grécia, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, informaram em comunicado nesta terça que defendem a “completa e imediata implementação das decisões tomadas na cúpula, que são mais importantes hoje do que nunca”.

Os líderes vão se reunir amanhã com autoridades do governo da Grécia e representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia. Na sequência, os países do G-20 iniciam, a partir de quinta-feira, um encontro em Cannes para discutir a economia global, e a Grécia com certeza estará na pauta dos debates.

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