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Bovespa fecha em alta de 1% e no mês acumula queda de 2,3%


As preocupações com a crise europeia, no front externo, e com a inflação, no front doméstico, fizeram a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) amargar mais uma mês de forte desvalorização, mesmo com os ganhos apurados hoje.

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A Bolsa acumula uma desvalorização de 2,3% neste mês, e de 6,76% neste ano.

Para analistas, o radar do mercado deve continuar voltado para o Velho Continente, às voltas com os problemas financeiros de Grécia, Irlanda e Portugal, e torcendo para a situação da Espanha, uma das maiores economias da zona do euro, não piore.

Embora a economia doméstica esteja muito melhor em comparação, levando alguns analistas a verem um "ponto de compra" nos atuais níveis de preços das ações, permanecem algumas dúvidas sobre o ritmo de inflação. Aparentemente, o mercado já estabeleceu um consenso de que, pelo menos, mais alguns ajustes de 0,25 ponto percentuais na taxa Selic devem vir pela frente.

"Eu não vejo muitos motivos para a Bolsa subir. O problema da Europa é que o nível de endividamento de alguns países é muito alto, e não consigo enxergar um nível de crescimento suficiente nos próximos anos, para gerar receita e ajustar a situação. O que veremos ainda são medidas paliativas", comenta Miguel Dauod, analista da Global Financial Advisor.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 1,04%, aos 64.620 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,77 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, avança 1,03%.

O dólar comercial foi cotado por R$ 1,810, em um decréscimo de 0,81%. No mês, a taxa cambial acumula valorização de 0,44%, mas no ano, a queda acumulada é de 5,16%.

O IBGE apontou um recuo de 2,1% na produção industrial em abril na comparação com março. Trata-se da maior contração da indústria desde dezembro de 2008, quando o país sofria o auge da crise global e o setor registrou queda recorde de 12,2%. Na comparação com abril de 2010, houve queda de 1,3%.

No front externo, o índice de preços do setor imobiliário S&P/Case-Shiller registrou um decréscimo de 4,2% no primeiro trimestre de 2011, após uma queda de 3,6% no último trimestre de 2010. Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, os preços declinaram 5,1%. Segundo a S&P, empresa que divulga as estatísticas, os valores dos imóveis recuaram para níveis equivalentes ao ano de 2002.

O instituto Conference Board apontou uma piora do nível de confiança do consumidor. O índice elaborado por esse instituto teve uma leitura de 60,8 pontos, abaixo dos 66 pontos registrados em abril. Analistas do mercado projetavam um resultado em torno de 66 pontos.

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