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Bovespa estável descola do comportamento exterior


Em mais um dia de muita volatilidade nos mercados, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) terminou a quarta-feira perto da estabilidade, na contramão das Bolsas nos Estados Unidos. O Ibovespa, o termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 0,02%, atingindo os 53.795 pontos.

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O giro financeiro foi de R$ 5,58 bilhões. O dólar comercial foi negociado por R$ 1,611, na venda, em alta de 0,68%. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,710 e comprado por R$ 1,540 nas casas de câmbio paulistas.

Nos EUA

Nos Estados Unidos, o Dow Jones teve alta de 1,29%. O Nasdaq, dominado pelo setor tecnológico, subiu 0,88%, enquanto o índice ampliado Standard & Poor´s 500 registrou valorização de 1,31%.

 

A oscilação ainda toma conta dos mercados, na semana em que todos os investidores aguardam o discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, na sexta-feira.

A esperança é que a autoridade monetária anuncie novas medidas para lidar com a fraqueza do crescimento econômico no país. Analistas, porém, acreditam que nenhuma grande ação -como uma nova rodada do programa de compra de títulos conhecido como QE – deva ser divulgada. Nos EUA, onde os índices viraram mais de uma vez ao longo do dia, os operadores relacionam a forte volatilidade a um efeito sazonal nos mercados. "As Bolsas geralmente têm grandes viradas no fim de agosto, com poucos operadores em suas mesas", disse Dan Greenhaus, estrategista-chefe da BTIG.

Um volume menor de negócios geralmente deixa o mercado mais volátil. Na Bovespa, o giro financeiro diário desde o início da semana está abaixo da média do mês.

Aumento da demanda

Um forte aumento na demanda por bens duráveis nos EUA enfraqueceu os temores de que a economia do país ruma para uma nova recessão. As companhias fizeram mais pedidos por aviões, carros e outros bens da categoria em julho. O índice subiu 4%, o maior aumento desde março, segundo o Departamento do Comércio.

Além disso, o gabinete de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos, conhecido como CBO, divulgou previsão de que o país terá crescimento econômico de 2,3% este ano, uma desaceleração em relação ao aumento de 3% registrado em 2010. A previsão do gabinete é que o déficit orçamentário federal americano deve retroceder para 8,5% do PIB em 2011, e para 6,2% em 2012.

França com austeridade

Ontem, a França, último país a ser alvo de temores a respeito de seu endividamento, anunciou um plano de austeridade para fazer ajustes nas contas do país de 1 bilhão de euros este ano e mais 11 bilhões de euros no ano que vem. O primeiro-ministro francês, François Fillon, também anunciou a redução da projeção de crescimento econômico da França para 1,75% neste ano e no próximo. Até então, a projeção do governo de aumento do PIB (Produto Interno Bruto) era de 2% este ano e 2,25% no ano que vem, o que já vinha sendo considerado muito otimista por economistas.

Câmbio

0,68 por cento foi a alta do dólar comercial ontem. A moeda norte-americana encerrou o dia sendo negociado por R$ 1,611, na venda. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,710 e comprado por R$ 1,540 em São Paulo

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