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Bovespa cresce 1,3% na contramão dos mercados internacionais


As ações da Petrobras e de empresas do setor financeiro puxaram a recuperação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) nesta terça-feira, mais uma vez na contramão dos mercados externos.

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As Bolsas americanas e européias encerraram o expediente de hoje no campo negativo. Nessas praças financeiras, a crise na Líbia e o risco nuclear no Japão perderam boa parte de seu impacto inicial. Analistas chamam a atenção para o fato de que a própria Bolsa de Tóquio tem valorizado nos últimos pregões, após ter desabado quase 20% em dois dias.

Outra "sombra" ronda, no entanto, os negócios: a perspectiva de um aperto monetário na Europa, conforme sinalizado pelas autoridades econômicas do Velho Continente.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, subiu 1,33% no fechamento, aos 67.578 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,78 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, cedeu 0,15%.

A valorização da Bolsa brasileira foi limitado pelas perdas vistas nos papéis da Vale: somente a ação preferencial, alvo de R$ 900 milhões negócios, sofreu uma queda de 0,42%.

Especulações sobre a saída do presidente Roger Agnelli, um assunto corrente nas mesas de operações, ganharam força hoje. "Acho que o mercado começou a levar em conta que o Agnelli vai sair mesmo", comenta Ivanor Torres, chefe do departamento de análise da Geral Investimentos, lembrando a pendência entre a mineradora e o governo na questão dos royalties devidos.

O governo cobra da mineradora uma dívida de quase R$ 4 bilhões de royalties pela exploração de minério de ferro. Em um comunicado recente, a mineradora já afirmou que considera o valor "excessivo", e que aguarda a decisão judicial sobre essa questão.

Na ponta oposta, as ações dos bancos tiveram fortes ganhos hoje, a exemplo dos papéis do Bradesco (alta de 3,31%) e Itaú-Unibanco (3,27%). Segundo operadores, esses ativos ainda se recuperam de perdas recentes das últimas semanas.

Já a ação preferencial da Petrobras, outro papel bastante negociado, ficou 1,28% mais caro, num dia em que o barril do petróleo bateu US$ 104 na praça de Nova York.

O dólar comercial foi negociado por R$ 1,663, em um recuo de 0,23%, após oscilar entre R$ 1,667 e R$ 1,663.

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