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Bovespa cede 2,5% de olho na tensão exterior


Investidores temerosos com os desdobramentos da crise italiana dispararam ordens de venda pelas principais Bolsas do planeta ontem. A brasileira Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), onde os investidores estrangeiros respondem por mais de um terço de negócios, seguiu de perto essa tendência.

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O índice de ações Ibovespa retrocedeu 2,5% no fechamento, atingindo os 57.549 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6 bilhões. A ação preferencial da Petrobras foi um dos destaques do dia: além do volume de negócios expressivo (mais de 10% do total), a desvalorização de 4,23% contribuiu fortemente para a derrocada do Ibovespa.

Outro papel bastante negociado, a ação preferencial da Vale, também teve queda (1,81%), bem como as ações do setor bancário, com perdas entre 2,2% (Bradesco) e 3,26% (Banco do Brasil).

“O mercado está com um certo receio do que pode acontecer na Itália, mas ainda não vemos uma precificação do “pior cenário´. Ainda tem muito para acontecer: temos que conferir a votação no Parlamento italiano, e se vai ser formado um governo de coalizão, tal como na Grécia”, comenta Luiz Gustavo Pereira, da equipe de análise da Um Investimentos.

Segundo o profissional, uma parcela dos investidores ainda acredita num repique de final de ano, e tem sustentado algumas posições de compra. “Mas se não vermos alguma sinalização mais importante por parte dos líderes europeus, provavelmente tudo pode virar para uma posição de venda firme”, acrescenta. No exterior, as Bolsas europeias registraram quedas entre 1,92% (Londres) e 2,21% (Frankfurt).

Referência para as operações de comércio exterior, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,776 (alta de 2,06%) na rodada de negócios de hoje, quando oscilou entre R$ 1,776 (valor máximo do dia) e R$ 1,749 (valor mínimo). Para turistas e viajantes, o dólar foi vendido por R$ 1,870 (avanço de 1%) e comprado por R$ 1,690 nas casas de câmbio paulistas.

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