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Bovespa avança 0,24% a pesar do comportamento exterior


A ausência de indicadores e de notícias sobre a situação grega abriu espaço para uma correção técnica e fez as bolsas subirem praticamente o dia todo. E seria assim, não fosse Ben Bernanke, o presidente do Banco Central americano (Federal Reserve), que no finalzinho da tarde deu declarações sobre a economia do país e fez as ações virarem para baixo na Bolsa de Nova York. Já a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) conseguiu se segurar perto do zero a zero, depois de ter subido mais de 1% no melhor momento do dia.

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O índice Bovespa (Ibovespa) encerrou o dia em alta de 0,24%, aos 63.217,85 pontos. No mês, acumula perda de 2,17% e, no ano, de 8,78%. O giro financeiro totalizou R$ 5,535 bilhões. Os dados são preliminares.

O presidente do BC americano disse nesta terça (7) que o crescimento da economia dos Estados Unidos em 2011 está bastante abaixo do previsto, mas que deve se acelerar no segundo semestre. Para ele, a política de acomodação ainda é necessária e as taxas de juros devem permanecer baixas por período prolongado. Ele ainda ressaltou que os efeitos do estímulo federal estão desaparecendo e que as condições, especialmente no mercado de mão de obra, são preocupantes.

Com tudo isso, as Bolsas começaram a cair nos EUA e o índice Dow Jones terminou com queda de 0,16%, aos 12.070,81 pontos. O S&P recuou 0,10%, aos 1.284,94 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,04%, aos 2.701,56 pontos.

Antes de Bernanke, a Bovespa subia recuperando-se do tombo no segunda-feira, empurrada pelas ações de consumo, varejo e construção civil. Estes papéis foram beneficiados pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) e pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que divulgaram nesta terça (7) a inflação de maio. Os dois mostraram uma queda dos preços. Por outro lado, Petrobras pesou o dia todo sobre o resultado da Bolsa, enquanto Vale ON (ação ordinária, que dá direito à voto) virou para baixo no final.

Já a Petrobras ON (ação ordinária) teve desvalorização de 0,97%, enquanto a PN (ação preferencial, que tem prioridade nos lucros) recuou 0,86%. Vale ON caiu 0,18% e PNA subiu 0,02%.

Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, porém os ganhos foram limitados pelas contínuas preocupações com a crise de dívida da região, que contrabalançaram elevações na recomendação de várias empresas.

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