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Bovespa ainda instável cai 1,42%


Ontem pode ter sido o último pregão “animado” na Bovespa em 2011. O exercício de opções sobre ações engordou o giro financeiro no mercado acionário doméstico, na contramão do que já foi visto no exterior.

bov1Mas é o ritmo lento lá de fora que deve ser a regra nas próximas duas semanas. Neste pregão, declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fizeram as bolsas da região mudarem de sinal e a Bovespa, a acompanhar e cair, pisando nos 55 mil pontos pela primeira vez em dezembro.

O Ibovespa terminou o dia com perda de 1,42%, aos 55.298,33 pontos, na mínima pontuação do dia e no menor nível desde 25 de novembro (54.894,49 pontos). Na máxima do dia, o índice registrou 56.376 pontos (+0,50%). Foi a quarta sessão seguida no vermelho, período em que caiu 3,82%. No mês, acumula perda de 2,77% e, no ano, de 20,21%. O giro financeiro totalizou R$ 9,257 bilhões, dos quais R$ 4,01 bilhões referem-se ao exercício de opções sobre ações.

A expectativa dos agentes é de que nas próximas duas semanas o ritmo seja fraco no mercado, já que muitos investidores já estão em recesso ou vão esperar o ano virar para realocar seus recursos. A expectativa é de que um desfecho para a crise europeia não virá agora, então é melhor esperar.

Sobre o bloco, ontem os 27 ministros de Finanças da União Europeia se reuniram para decidir sobre um empréstimo ao FMI. A expectativa era sobre um montante de 200 bilhões de euros, mas o resultado foi um pouco menor, de 150 bilhões de euros, embora o Reino Unido ainda não tenha dito qual será sua contribuição. Isso só deve ocorrer no início do próximo ano.

Antes do resultado do encontro, o mercado se deixou abalar por declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, que afirmou que apenas a austeridade fiscal não é suficiente e de que é preciso mais para sanar os problemas na zona do euro. Ele disse também que a compra de títulos soberanos no mercado secundário pelo BCE não é eterna nem infinita e também não pode ser empregada com mais intensidade.

As bolsas europeias, na maioria, recuaram, assim como as norte-americanas. Às 18h15, o Dow Jones caía 0,97%, o S&P recuava 1,24% e o Nasdaq perdia 1,26%.

O dólar à vista fechou com alta de 0,65%, a R$ 1,8680 no balcão. O ganho intraday elevou a valorização registrada no mês para 3,26% e, no ano, para 12,26%. Na BM&F, o dólar à vista encerrou com valorização de 0,34%, a R$ 1,8669. Até 16h29, o giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,560 bilhão, dos quais US$ 1,333 bilhão em D+2.

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