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Bovespa abre em queda, após novo compulsório chinês


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em baixa, à mercê da volatilidade trazida pelo vencimento de opções na próxima segunda-feira. A nova alta do compulsório bancário na China, anunciada hoje, também traz pressão adicional ao mercado, já que empresas exportadoras tendem a sofrer com as medidas restritivas no gigante asiático.

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Às 11h10 (horário de Brasília), o Índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,36%, aos 67.439 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial operava em leve alta de 0,1%, a R$ 1,665 na venda.

"Resta ver qual será o impacto do compulsório chinês nas commodities (matérias-primas) e, por consequência, em ações ligadas a este setor, como a Vale", disse o operador de uma corretora paulista. O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) informou hoje que vai elevar a taxa do compulsório bancário em 0,5 ponto porcentual a partir de quinta-feira, de 19% para 19,5%. Esse é o segundo aumento no compulsório chinês neste ano e surge após dados indicando que as pressões inflacionárias no país prosseguem.

O compulsório representa a porcentagem dos recursos em banco que, obrigatoriamente, precisa ser depositada no banco central. Quanto maior o compulsório, menor a liquidez na economia – ou seja, menor a quantidade de recursos em circulação, o que ajuda a conter a alta de preços. Os mercados globais também acompanham hoje o primeiro dia do encontro dos ministros das Finanças do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), em Paris.

No Brasil, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) na segunda prévia de fevereiro foi de 0,88%, após registrar taxa de 0,63% em igual prévia de janeiro. O resultado, anunciado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas, que esperavam alta entre 0,77% e 0,92%. A mediana das previsões estava em 0,83%.

No campo corporativo, os investidores retomam os negócios hoje repercutindo a confirmação de que a Bovespa firmou parceira com a Bolsa de Xangai. O acordo com os chineses ocorre em um momento crucial para a BM&F Bovespa, após a confirmação de que a operadora global de bolsa de valores Bats estuda a entrada no mercado brasileiro. Ontem, as ações da BM&FBovespa já tiveram valorização de 1,97% e, após o fechamento do mercado, a companhia informou lucro líquido societário de R$ 261,5 milhões, uma alta de 18,8% ante igual período de 2009.

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