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Bovespa abre em alta de olho nos EUA


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, com tendência de alta volatilidade ao longo do dia, o último do semestre. Os indicadores dos Estados Unidos podem clarear o rumo para os negócios, com investidores mais focados na economia do país, após o alívio com a Grécia. Às 10h09min, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,33%, aos 62.537 pontos.

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"A Bolsa acumula queda de 10% no ano e não vai ser em um dia que irá conseguir zerar essas perdas", afirma um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista. Segundo ele, resta muito pouco para os agentes melhorarem a performance de seus portfólios, mas uma última tentativa de ganho adicional pode agitar os negócios locais. "Há muita migração de recursos, tirando de ações que tiveram melhor desempenho, para papéis que estão mais defasados", avalia. Ele acrescenta que "enquanto não houver a entrada de dinheiro novo, e a Petrobras não andar, a Bolsa deve seguir na inércia".

O sinal positivo deve prevalecer hoje, em linha com o desempenho dos mercados internacionais. Diante do alívio dos investidores com a situação fiscal grega, após a aprovação do pacote de austeridade fiscal ontem, as atenções se deslocam para a recuperação econômica dos EUA. O mercado norte-americano que terá de caminhar com as próprias pernas com o fim da segunda fase do programa de alívio quantitativo (QE2).

Nos EUA, já foi anunciada uma queda menor que a esperada nos pedidos semanais de auxílio-desemprego, com recuo de 1 mil ante expectativa de queda de 8 mil solicitações. Ainda estão previstas as divulgações de dois índices regionais de atividade neste mês, em Chicago (10h45min) e em Kansas City (12h, ambas no horário de Brasília).

Na Europa, o Parlamento da Grécia continua debatendo a legislação para implementação do plano de austeridade do governo e adiou o início da votação sobre o assunto para as 10h. Já o fôlego de alta do euro, que chegou a ser negociado acima de US$ 1,45 ante o dólar, injeta ânimo nas commodities (matérias-primas), podendo diminuir a pressão sobre as blue chips (ações de primeira linha) brasileiras.

No âmbito corporativo, os investidores seguem atentos aos movimentos dos grupos envolvidos na eventual fusão do Grupo Pão de Açúcar com a unidade brasileira do Carrefour. Pela manhã, o sócio francês do empresário Abílio Diniz, Casino, anunciou ter elevado sua participação total no Grupo Pão de Açúcar para 43,1%, após comprar mais de 16,1 milhões de ações preferenciais, equivalentes a 6,2% do capital. A Mahle Metal Leve definirá hoje o preço da ação, no âmbito da oferta da companhia. Já a Copersucar anunciou distribuições primária e secundária de ações ON em sua oferta pública inicial (IPO). Pelo teto da faixa indicativa de preços, e incluindo os lotes extras, a oferta poderá alcançar R$ 2 bilhões.

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