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Bovespa +1,64% a pesar da incerteza global


O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em baixa de 1,64 por cento, para 68.226 pontos. Na semana o Ibovespa acumulou queda de aproximadamente 3,8 por cento.

O volume financeiro da sessão foi de 4,42 bilhões de reais, abaixo da média diária recente

A instabilidade internacional voltou a desfavorecer o mercado doméstico, com a agenda vazia no Brasil e nos Estados Unidos dando espaço para mais peso nas notícias vindas da Europa e Ásia.

"Agora não tem muito jeito de recuperar enquanto você não acertar esses dois fatores, Coreia e Irlanda, e não creio que tenha surgido grandes desenvolvimentos sobre esses temas", afirmou Álvaro Bandeira, economista-chefe da Ágora Corretora.

No Velho Continente fontes afirmaram que um plano de socorro à Irlanda deve ser acertado no fim de semana. Contudo, os investidores temem que os 85 bilhões de euros oferecidos ao país não sejam o bastante para sanear o sistema bancário do país.

Além da Irlanda, o mercado está de olho em Portugal, temendo que o país seja o próximo alvo de ajuda financeira.

"Portugal está com o mesmo discurso que mostraram Grécia e Irlanda antes de reconhecerem necessidade de ajuda, isso gera suspeitas", afirmou Bandeira.

Nesta sexta-feira o premiê português disse que Portugal tem todas as condições para continuar a financiar-se nos mercados e a aprovação do austero orçamento para 2011 deve contribuir no aumento da confiança.

No Ibovespa as ações preferenciais da Vale fecharam em baixa de 1,48 por cento, para 48,52 reais, enquanto que as ordinárias cederam 1,51 por cento, em 54,09 reais.

Os papéis preferenciais da Petrobras cederam 1,01 por cento, para 24,60 reais, enquanto que os ordinários recuaram 0,98 por cento, para 27,23 reais.

O setor siderúrgico teve um novo dia de perdas agudas, um dia após o IABr divulgar os números do setor de aço relativos a outubro.

"Os dados de outubro confirmam que a atual fraqueza do mercado deve continuar até do fim de 2010 e começo de 2011", afirmou a analista Claudia Elisabeth Feddersen, do Citi, em relatório.

As ações da Gerdau caíram 2,43 por cento, para 20,07 reais, enquanto que as preferenciais da Usiminas perderam 3,15 por cento, para 19,35 reais.

A BM&FBovespa terminou em baixa de 1,01 por cento, para 13,67 reais, no dia que o Merrill Lynch reduziu seu preço-alvo para a empresa de 19 para 18 reais, mantendo recomendação de compra.

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