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Bolsa opera em alta, o dólar nem tanto


Apesar da alta no início dos negócios, o mercado de ações brasileiro segue instável. No ano, a Bolsa acumula perdas de 10%

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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta. Às 10h11 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 053%, aos 62.700 pontos. A Bovespa acumula perdas de 10% no ano e o menor nível desde julho do ano passado. Diante desse cenário, investidores não descartam um repique passageiro, mas também não desconsideram novas baixas.

No mercado cambial, o dólar comercial tinha queda de 0,25% perto das 10h, cotado a R$ 1,613 na venda.

A escassez de posições mais duradouras nas ações brasileiras é tida como a principal razão para a instabilidade da Bolsa, com os investidores dando preferência por ganhos no curtíssimo prazo. "A Bolsa sobe pela manhã e cai à tarde", comenta um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista. Ele acrescentou que os investidores estão "jogando" com suas carteiras, comprando um papel e vendendo outro, evitando posicionamentos mais alavancados.

Especialistas ressaltam, contudo, que o índice força do Ibovespa ainda não está no chão, o que mantém aberto o campo para novas vendas, até que os preços passem a ser mais atrativos. Algumas ações, porém, já estão em níveis muito baixos e atraem compradores. "Mas é sempre sem direcional: um dia os bancos sobem, outro dia caem; o mesmo acontece com as siderúrgicas e construtoras", acrescenta o profissional citado acima.

Em meio a essa volatilidade, o noticiário corporativo pode trazer certa agitação, já que o mercado exterior, por enquanto, não oferece muita inspiração. A agenda econômica vazia do dia deixa os índices futuros das bolsas de Nova York no vermelho, ao passo que na Europa apenas a Bolsa de Londres avança.

No Brasil, a nova administração da Vale começa a mostrar sua cara e as sinalizações a serem dadas pelo novo presidente da mineradora, Murilo Ferreira, serão avaliadas com atenção. Às 12h30 (horário de Brasília), o sucessor de Roger Agnelli no comando da companhia participa de uma entrevista à imprensa, acompanhado do presidente do Conselho de Administração, Ricardo Flores.

No mesmo setor da mineração, a MMX realiza hoje leilão para oferta pública de permuta para aquisição das ações (OPA, na sigla em inglês) de emissão da PortX. A empresa de mineração do grupo do empresário Eike Batista pretende adquirir no mínimo 50% mais uma ação até a totalidade das ações da PortX, o que corresponde a 992.456.396 papéis.

Também entre as ações de primeira linha (blue chips), os investidores aguardam para hoje, depois do fechamento do pregão, a divulgação do novo plano estratégico para o período de 2011-2015. O plano teria sido discutido ontem, durante reunião semanal de diretoria da empresa.

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