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Bolsa cai 0,17% apos feriado


A Bovespa encerrou a Quarta-feira de Cinzas em queda 0,17%, mas sustentou os 66 mil pontos (66.092,77 pontos), ajustando-se aos mercados da Europa e dos EUA que operaram normalmente anteontem, quando o acordo para liberação da segunda parcela de ajuda financeira à Grécia foi acertado.

bov1Nos Estados Unidos, as bolsas também operaram no vermelho. O índice Dow Jones caiu 0,21%, aos 12.938,67 pontos, e o Nasdaq recuou 0,52%, aos 2.933,17 pontos. No mercado de câmbio, o dólar fechou em queda ante o real, pela terceira sessão consecutiva. A divisa encerrou o dia com desvalorização de 0,41%, cotado a R$ 1,706. No mês, a queda acumulada é de 2,23% e, no ano, de 8,72%.

Dólar desafia leilão do BC e recua 0,41%, cotado a R$ 1,7060

Não fosse pelo dólar, o mercado financeiro doméstico teria vivido uma monótona Quarta-feira de Cinzas. Contrariando as expectativas iniciais dos operadores e o ambiente externo desfavorável, a moeda norte-americana experimentou o terceiro dia consecutivo de baixa.

O dólar testou já na primeira hora de negócios o patamar de R$ 1,70 e o Banco Central entrou com um leilão de compra à vista, o segundo realizado este ano. Porém, o fluxo cambial positivo falou mais alto e, desafiando o BC, a divisa renovou mínimas após o leilão e fechou em baixa de 0,41%, a R$ 1,7060 no balcão. Na mínima, o dólar desceu a R$ 1,7040 (-0,53%), levando o BC a atuar na tentativa de limitar a queda ante o real. A taxa de corte nessa operação foi de R$ 1,7083, mais alta do que o preço à vista do dólar naquele momento.

Após os dois dias de recesso de carnaval, a Bovespa mostrou pouco fôlego financeiro e curtas oscilações, se ajustando ao ritmo externo negativo. O Ibovespa recuou 0,17%, aos 66.092,77 pontos, com volume financeiro mais estreito, de R$ 5,347 bilhões, explicado pela sessão reduzida e pela ausência de alguns investidores que só devem retomar os negócios nesta quinta-feira.

Lá fora, as bolsas operaram no vermelho, pressionadas pelo temor de recessão na zona do euro, após a contração inesperada em fevereiro do índice dos gerentes de compras para 49,7. O rebaixamento pela agência Fitch do rating da Grécia para C, indicando elevada probabilidade de um default no curto prazo também pesou nos negócios, solapando o alívio com a aprovação do segundo pacote de resgate grego no valor de 130 bilhões. Nos EUA, depois do bom desempenho da véspera (o índice Dow Jones superou os 13 mil pontos pela primeira vez desde maio de 2008), as bolsas foram vencidas pela fadiga e tiveram baixas moderadas. O dado melhor do que o esperado de vendas de moradias usadas nos EUA em janeiro- crescimento de 4,3% – acabou ficando em segundo plano ontem. O Dow Jones fechou em baixa de 0,21%; o S&P 500 recuou 0,33% e o Nasdaq, -0,52%.

Os juros futuros reagiram com indiferença à redução nas estimativas para o IPCA deste ano, de 5,29% para 5,24%, mostrada pela pesquisa Focus do BC. As taxas dos vencimentos mais curtos dos contratos até chegaram a ensaiar alta, mas o movimento se dispersou diante do volume escasso de negócios. A expectativa de inflação menor já tinha sido precificada pelo IPCA-15 na última semana. Assim, os juros futuros permaneceram estáveis.

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