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Aversão ao risco generalizada provoca na Bovespa à quarta queda consecutiva


Não foi nesta quinta-feira que a Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu ter sua primeira alta em maio. Uma onda forte de aversão ao risco que tomou conta do exterior, derrubou os preços das commodities e arrastou as bolsas para baixo contagiou o mercado brasileiro e a cautela prevaleceu. O Ibovespa, contudo, defendeu valorização na maior parte dos negócios, mas, à tarde, passou a acompanhar o rumo internacional.

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O índice chegou a testar a linha dos 62 mil pontos na mínima do dia, porém fechou a jornada com queda de 0,33%, aos 63.407 pontos – menor pontuação desde 19 de julho de 2010 (63.297 pontos). O giro financeiro foi elevado e somou R$ 7,181 bilhões. Na semana, o índice perde 4,1% e, no ano, recua 8,5%. No mercado americano, o índice Dow Jones caiu 1,10%, enquanto o Nasdaq recuou 0,48% e o SP 500 perdeu 0,91%.

O aumento acima do previsto dos novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada se somou aos dados ruins de criação de vagas no setor privado, divulgados ontem pela ADP, empresa que processa folhas de pagamentos. Os indicadores deixaram os agentes receosos em relação aos números oficiais de abril do mercado de trabalho americano, que saem amanhã.

A perspectiva de que a recuperação da economia daquele país ainda pode estar "patinando" contribuiu para o recuo que já estava em curso dos preços das commodities. Elas sofreram forte correção, após as altas recentes.

O operador da Icap Brasil Carlos Augusto Nielebock ressalta que os investidores seguem confusos com o desempenho negativo da Bovespa, mas sinaliza que ainda há espaço para mais desvalorização.

"A Bolsa está ficando barata. Ainda tem espaço de queda, mas alguns setores já estão atrativos. É preciso ser muito seletivo, com uma análise microeconômica", diz.

Para Eduardo Oliveira, operador da “Um Investimentos”, a queda das commodities foi muito forte e o movimento mostrou certo exagero.

"Se o payroll não vier bem ruim amanhã, existe a capacidade de volta das commodities", observa. E embora não enxergue uma recuperação de curto prazo para a Bovespa, Oliveira assinala que a volatilidade tende a diminuir.

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