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A teoria dow e o conceito de tendência na Bolsa de Valores


O conceito de tendência é o princípio básico da análise técnica. Todos os instrumentos e análises, com suas formações, linhas, indicadores, etc… visam determinar qual a direção do mercado, as suas correções de meio de percurso e as reversões de tendência.

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De um modo geral, tendência é exatamente isto, ou seja, a direção do mercado. Existem três tendências: altista, baixista e neutra. Com relação ao tempo, existem também três tipos de tendências: tendências de longo prazo, médio prazo e de curto prazo.

De modo geral, no mercado futuro, trabalha-se essencialmente com as duas últimas.

Charles H. Dow, que foi o primeiro a propor o conceito de tendência, preocupava-se essencialmente com as duas primeiras, visto que estava voltado para o mercado acionário no qual não existe o princípio de alavancagem.

Ele comparava os diferentes tipos de tendência aos movimentos do mar, com as suas marés, ondas e cristas.

Quando a maré está subindo, cada onda que quebra, quebra um pouco mais alto que a outra e depois recua. Assim, se pusermos um bastão assinalando o ponto máximo atingido pela onda, em pouco tempo saberemos se a maré é montante ou vazante, demorando-se um pouco mais a se perceber a tendência quando da reversão de uma para a outra.

As tendências de curto prazo, ou seja, diárias ou de poucas semanas, para Dow, se comparavam às cristas, não tendo portanto maior relevância. Nos mercados futuros isto muda um pouco.

Além destes conceitos a teoria de Dow diz que:

I – As médias levam tudo em consideração, ou seja, todos os fatores tanto de demanda como os de oferta quanto as expectativas que existem no mercado estão já embutidas no valor da média (no caso o índice Dow-Jones da Bolsa de New York). A qualquer momento o preço de mercado é o valor correto pois senão haveria variação imediata daquele, pela entrada de novos participantes no mercado.

II – As tendências de longo prazo tem três fases: A primeira é a fase da acumulação, na qual todas as más notícias já foram descontadas e na qual os investidores mais perspicazes começam a comprar. A segunda fase, na qual os analistas técnicos começam a entrar, é aquela na qual os preços começam a subir rapidamente e as notícias começam a ser favoráveis.

A terceira e última fase é caracterizada por uma grande entrada do público (“leigos”) com os jornais começando a publicar cada vez mais notícias altistas, os indicadores econômicos melhores do que nunca, e o volume especulativo aumentando.

É durante esta última fase que o investidor “profissional” começa a sair do mercado, vendendo em um momento que ninguém quer vender, após ter entrado no mercado quando ninguém queria comprar.

III – O VOLUME TEM QUE CONFIRMAR A TENDÊNCIA, Dow dava a esse aspecto (no mercado acionário), uma importância secundária, mas o fato é que numa tendência altista o volume deve subir quando das altas e diminuir nas correções de meio de percurso. Novas altas não confirmadas pelo volume indicam perda de força da tendência. Isto é geralmente verdade também na tendência de baixa, embora com menor força.

IV – ASSUME-SE QUE UMA TENDÊNCIA PROSSEGUE ATÉ SE TER INDICAÇÃO DO CONTRÁRIO, Este é um princípio muito importante na análise técnica. Embora que devido a ele o analista técnico “desperdice” tanto o começo de uma tendência quanto uma parte significativa do seu fim, por sair geralmente “um pouco atrasado”, a verdade é que não existe fórmula ou método que permita a entrada exatamente no fundo e a saída exatamente no topo, ou vice-versa. As inúmeras tentativas feitas até hoje para a sua descoberta, além de infrutíferas, custaram aos seus autores fortunas consideráveis.

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