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A Bovespa no seu pior mês desde maio de 2010


O Ibovespa registrou a oitava baixa em nove pregões, com a queda inesperada na confiança do consumidor americano e os receios sobre a dívida dos Estados Unidos. O acumulado mensal já é o pior desde maio de 2010.

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O dólar recuou, acompanhando o mercado externo e com investidores apostando que o governo evitará a adoção de medidas mais fortes para depreciar o real. Os juros futuros avançaram com o receio que a inflação volte a se acelerar. O euro fechou em baixa em relação à moeda americana.

Internacional: Ações sobem com lucros e após alerta da S&P

As bolsas americanas encerraram em alta, lideradas por ganhos de empresas de energia e tecnologia e após resultados do Citigroup Inc. e do Google Inc. aliviarem as preocupações com as dívidas soberanas na Europa e EUA. Os lucros do Citigroup e do Google cresceram mais que o esperado.

As ações nos EUA chegaram a reduzir a alta após dado mostrar que a confiança do consumidor americano caiu inesperadamente em julho ao menor nível em mais de dois anos. O índice preliminar Thomson Reuters/Universidade de Michigan ficou em 63,8, ante 71,5 em maio e contra estimativa mediana de 72,2, indicada em pesquisa Bloomberg. A produção industrial subiu 0,2 por cento em junho, após queda revisada de 0,1 por cento em maio e ante projeção mediana de alta de 0,3 por cento.

A Standard & Poor’s Financial Services LLC acompanhou a Moody’s Investors Service Inc. e alertou que poderá rebaixar a classificação americana caso o país não chegue a um acordo em torno da sua dívida de US$ 14,3 trilhões.

Os republicanos têm planos de votar na semana que vem medida que eleva o limite da dívida americana em US$ 2,4 trilhões, além de cortes de gastos e uma proposta de emenda constitucional para equilibrar o orçamento.

O presidente Barack Obama disse que um fracasso no acordo para ampliar o limite poderia levar o país a uma moratória.

“Nós poderíamos terminar em uma situação em que os juros subiriam para todos”, disse Obama.

Bolsa: Ibovespa tem 8ª queda em 9 dias com receios sobre EUA

O Ibovespa fechou em queda de 0,3 por cento, aos 59.478 pontos. Na semana, o indicador perdeu 3,3 por cento, o pior desempenho acumulado desde o período encerrado em 28 de janeiro deste ano. Essa foi a oitava queda do índice em nove pregões.

No mês, o indicador já perde 4,7 por cento, pior desempenho acumulado desde 31 de maio de 2010. No dia, as ações que mais influenciaram para a baixa foram Gerdau SA, Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA e Banco Bradesco SA.

A bolsa foi afetada pelo indicador de confiança do consumidor americano, que veio abaixo das expectativas. A queda inesperada do índice alimentou receios que a fraca recuperação do emprego e as quedas dos preços das moradias pode conter as despesas das famílias americanas.

“No mercado interno, as notícias ainda são boas, mas a situação continua preocupante lá fora”, disse Renato Bandeira de Mello, gerente de operações de renda variável da Futura Corretora. “Não vejo motivo para não haver recuperação no curto prazo. O mercado local merece essa recuperação, especialmente papéis ligados ao consumo interno, bancos e construção civil.”

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